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2009-04-23

Coisas a fazer a curto prazo


1 - Praticar sexo com um colete de sinalização no separador de uma auto-estrada.
2 - Abrir uma loja de transplantes.

2009-04-16

666 - Energia Positiva

Sendo eu um rapazito que põe em causa a existência de Deus, pode parecer paradoxal que equacione a hipótese da presença de Satanás, entre nós, comuns mortais.
Ele existe e tem até direcção de marketing.

Energia Positiva é uma manifestação do Diabo. A campanha da Galp, que nos quer fazer crer que há uma real preocupação com o ambiente e com o uso pouco racional das energias não-renováveis, só não se pode considerar uma anedota porque ainda não foi dramatizada pelos Malucos do Riso (que já morriam).


Eu não tinha nada contra a Galp. Eles praticavam os seus preços, esfolavam-nos vivos mas estavam a fazer o seu trabalho. Qualquer comerciante vende o seu negócio pelo valor mais elevado que for possível.
O que me levou a deixar de visitar as suas agradáveis superfícies comerciais foi o facto das meninas terem culpado o mercado internacional pelos preços de assaltante que estavam a praticar.
Compreendo que gostem de sexo anal, nada a criticar, não me podem é dizer que o que me estão a fazer é uma terapia quando estou a sentir pontadas nas nádegas. Não gosto de ser enganado (e outras coisas que rimam).

Posto isto resolvi abastecer noutros postos, que até podem meter 10% de água e 20% de placentas no meu depósito, mas pelo menos não dizem que estão preocupados com o meu bem estar financeiro. Aprecio a sinceridade empresarial.

Há que acrescentar que o site desta campanha é, pelo que me apercebi, um Hi5 em que podes partilhar a boleia com uma possível queca. É totalmente virado para um ambiente porque torna as estradas em autênticos safaris.

Para mais informações acerca de car-pooling/putaria desenfreada, vão aqui.

2009-02-13

Sexta-feira 13 - Sinto-me com sorte

Apesar de ser Sexta-Feira 13, sinto que a minha vida vai mudar para melhor.
Tenho estado em contacto com um Nigeriano nada suspeito, que afirma que foi autorizado por um banco o pagamento de uma herança não reclamada.
Na verdade estou um pouco baralhado. É que estou em dois negócios diferentes provenientes deste país. Estou também em contacto com:
Prof. Ahmed Sodiq.
ECOWAS Executive Secretary.
CODE: (ECO-01)
D/L: +234-807-802-3237

Neste caso vou receber $12.5Million. Depois de ter fornecido os meus dados pessoais, recebi a seguinte confirmação do negócio:
From: Prof.Amed sodiq Sodiq
To: xxxxxxxx
Sent: Thursday, February 12, 2009 10:37:07 AM
Subject: Administration and Validation Fee Required For Payment.

ATTN: Coça-Aqui a Ver se Doi

This is to confirm receipt of your email and information. Be advised that your Contract Claim is entitled to you and will be released to you on proper verification of your payment claims information. Note that the sum of $12.5Million has been approved for payment to you.

It is also pertinent to inform you that your information has been sent to the ECOWAS International Remittance Department for approvals to effect payment to you without delays.

Basta que envie 450 € para que eles procedam à transferência. Brevemente serei rico!



Há dias de sorte.

2009-01-12

A crise resumida

Rui Zink sintetiza com mestria aquilo que tentei expressar aqui.
Disse o senhor num programa de televisão a seguinte frase (mais coisa menos coisa) em jeito de conselho para enfrentar os tempos de crise:

- Façam como eu, vivo abaixo dos meus rendimentos.

Não é genialmente simples? É preciso ser muito burro para não perceber isto.

2008-12-13

Justiça Tuga

É uma obrigação quase legal de todos os portugueses a demonstração constante de indignação. O tuga, essa raça que devia ser abatida por esmagamento dos membros, nem sequer tem capacidade de se indignar por inteligência própria. O tuga papagueia o que ouve na televisão.

Na quarta-feira, creio eu, cheguei a casa a más horas e liguei a televisão. Tive a grande sorte de apanhar na mesa de uma qualquer gala, José Eduardo Moniz e sua esposa. Este grande director de programas sai-se com algo semelhante a isto:
- Podem ligar para este número à vontade. O vosso dinheiro será bem entregue, não é para salvar nenhum banco.

A esposa da criatura demora algum tempo simulando uma expressão de intriga, como se estivesse a apreender o conteúdo de piada tão profunda, e depois começa a bater palmas e a libertar sonoras gargalhadas.

É a indignação do momento: o BPP.

Aparentemente todos os que são ricos enriqueceram porque são vigaristas, não há quem o tenha conseguido por sorte ou por ter trabalhado bem (a sorte também deve ser crime).
Aparentemente, as pessoas que são multimilionárias por mérito, têm a obrigação de sustentar o país no meio de uma crise. Não têm direito a ter o fruto do seu trabalho salvaguardado.
Aparentemente, embora o tuga não seja propriamente um entendido em economia de grande escala, como aprendeu a dizer "já chegou à economia real" acha que faz a mais pequena ideia das consequências que pode ter o fecho de um banco tão pequeno quanto o BPP.
Aparentemente ninguém ouviu aquela parte em que se diz que "o banco de Portugal não deu os fundos pedidos pelo BPP mas arranjou uma alternativa usando o dinheiro dos outros bancos".
Aparentemente o tuga acha que o estado depois ter dito que ia apoiar os bancos que pedissem ajuda pode, de repente, discriminar e dar o apoio dependendo do tipo de clientes que esse mesmo banco tem.
Aparentemente o tuga não percebe que quem lhes dá emprego são alguns dos clientes do BPP...

Aparentemente o tuga NÃO PENSA, limita-se a repetir tudo o que ouve.
Aparentemente o tuga devia levar com uma barra de ferro nos rins até que a mesma formasse um pentágono / partisse (não importa o que acontece primeiro desde que doa muito no processo).

Nota: É que nem se atrevam a dizer que sou rico. Peço-vos logo um empréstimo para comprar uma pastilha elástica.

2008-08-27

O plasma que destruiu uma civilização

Sendo eu um pacifista podem parecer-vos estranhas as linhas que vou escrever.

Para enfrentar a crise económica precisamos de uma guerra com urgência.
Acho mesmo que não há volta a dar. Precisamos de mortos, pedaços de corpos espalhados pela rua, insegurança, medo, famílias destruídas, cidades arrasadas, estruturas de saneamento básico, electricidade e água devastadas, metade das pessoas que conhecemos enterrada e a outra metade em vias disso.

Por todo o mundo o ser humano se queixa da crise justamente quando chegámos à época em que:
  • Pagamos uma mensalidade no ginásio para perdermos aquilo que comemos a mais.
  • Pagamos para ter comprimidos que nos ajudem a perder aquilo comemos a mais.
  • Pagamos para ter comprimidos para nos livrarem da tristeza que é viver sozinho, atrás de um computador ou de uma personalidade intolerante que à mínima contrariedade "despede" uma pessoa da sua vida.
  • Pagamos para ir ao cinema ver a vida maravilhosa de outras pessoas, as que têm coragem para mudar o mundo e que, depois de desligadas as câmaras, vão tomar antidepressivos para o camarim.
  • Pagamos para ter sexo.
  • Pagamos para ter medicina que nos livre das doenças que contraímos a trabalhar 10 horas por dia.
  • Pagamos para que alguém tome conta daqueles que amanhã vão ser "uns mal agradecidos" porque trabalhámos para lhes dar tudo (materialmente) o que têm.
  • Pagamos a mensalidade de um carro que em vez de trabalhar para nós pôs-nos a fazer o contrário.
  • Pagamos para sermos bonitos, atraentes, para conseguir sacar um bom companheiro(a) porque não somos suficientemente interessantes para o fazer de outra maneira.
  • Pagamos por cultura para nos tornarmos interessantes, para podermos beber aquilo que os outros tiveram coragem de experimentar ao vivo e a cores.
  • Pagamos por um telemóvel que tenha câmara de 30 mega pichas, porque é muito importante tirar fotos de todo e qualquer cagalhão que encontremos na rua.
  • Pagamos a prestações um plasma (que geralmente é um LCD mas "plasma" dá uma erecção maior) porque o que precisamos mesmo é de ter cinema em casa, independentemente do número de cáries que possa ter a boca do puto.
Há outra hipótese?
Quando digo que precisamos de uma guerra, não me refiro a brincadeiras como no Iraque. Refiro-me a uma terceira guerra mundial. Uma guerra onde não se lute por interesses económicos mas sim por pura sobrevivência.
Uma guerra onde Cristiano Ronaldo terá que vender os brincos para comprar meia carcaça.
Uma guerra onde de nada valerá um iate porque não dará para trocar por comida.
Uma guerra em que o Major Valentim Loureiro fique com merda a escorrer pelas pernas só de ouvir um morteiro.
Uma guerra onde o preço da gasolina vai deixar de ser importante simplesmente porque não sabemos dos nossos amigos há meses.
Uma guerra em que seja tolerável comer a Lili Caneças porque os talhos estão vazios.
Uma guerra em que se consiga uma carnificina apenas por lançar um saco de pão para o meio de 1000 pessoas esfomeadas.
Uma guerra em que o Manuel Luís Goucha seja forçado a vender o seu guarda roupa apaneleirado para o fabrico de tendas.

Crise económica? Será que a classe média não se apercebe que não é o governo mas sim o mundo que está a atingir a saturação por excesso de arrogância (a da própria classe média)?

Acredito que haja muita gente a passar genuínas dificuldades mas acho que é quase pornográfico que um gajo com um plasma em casa se queixe por tudo e por nada.
Um dia hás-de barrá-lo com manteiga e vais enterrá-lo no cu (porque não o podes comer de outra maneira).

BAIXA A BITOLA MEU COIRÃO CHUNGA! Tu não tens direito a viver só porque respiras!
Vê lá se te faz mal à mioleira ver o Benfica a perder num ecrã de 55 centímetros.