António Feio - Palmas para os sentimentos forjados
Eu tento sempre que possível evitar estes assuntos que vão ser mais que falados em tudo quanto é blog mas, este em particular, não evitarei por essa mesma razão. Vai estar em tudo quanto é sítio e vai meter muito nojo.
António Feio não me tocou nem enquanto homem nem como profissional. A morte dele comove-me tanto como a de qualquer outro algarismo por esse mundo fora.
Irrita-me que se tenha feito dele, por ter tido a má sorte de ter cancro, uma espécie de herói nacional do IPO. Tirando as pessoas que sofrem, sofreram ou conhecem alguém com quem têm afinidade que já padeceu do mesmo mal, acho uma completa palhaçada este sentimento de luto em massa que se vai fazer sentir nos próximos dias.
O medo da morte não deveria ser razão suficiente para fazer de uma pessoa aquilo que ela não é.
Adenda: - Este post só pretende ser ofensivo para aqueles que do nada começaram a ligar a uma pessoa só porque ela tem cancro. A morte do António Feio é uma notícia mas não justifica o mais que previsível espalhafato mediático que estou certo que irá ser.
O nosso medo de um dia ter que andar nos sapatos dele não deveria ser o suficiente para alterar a forma como apreciamos o seu trabalho. No final de contas, a maior parte das carpideiras que se vão passear pela imprensa fazem-no porque fica bem.
Lamento a sua morte mas não altero a minha opinião acerca dele só porque ele sofreu nos últimos meses de vida. Conheço-o como profissional, não vou reagir como se fosse um amigo.