Fui forçado por uma pessoa que muito estimo (recorreu a arma de fogo e cães esfomeados) a seguir esta edição da Casa dos Segredos.
Não prestava a devida atenção a este tipo de programa desde o Big Brother 2 mas já sabia que o casting havia evoluído bastante e que era devidamente orientado para que se encontrassem os mais reles habitantes do Barreiro e da Brandoa.
Fui surpreendido pela forma engenhosa como a produção conseguiu resolver aquele problema que era o facto dos concorrentes terem vontade própria do público ter (alegadamente) algo a dizer no que toca a votações: criaram um jogo sem regras.
Removeram com grande mestria o manto da desconfiança porque agora já não têm qualquer necessidade de manipular o que quer que seja porque só chega a votações quem eles quiserem.
Como se não bastasse uma deslealdade constante para com pessoas que estão à mercê dos caprichos de uma entidade superior que se chama "A Voz", através da qual momentos que deveriam ser privados entre concorrentes passam a ser difundidos publicamente, ainda temos que levar com um Badaró-Fernando-Mendes feminino que bebeu (bastante) licor de Paulo Portas e que simplesmente não sabe como parar com o chorrilho de trocadilhos.
E o que dizer da classe que é enunciar em horário nobre o número de dedos necessários para levar ao limite a cavidade vaginal de uma concorrente?
Se por um lado tudo isto me gera uma profunda irritação, por outro fico agradavelmente feliz com a forma engenhosa como conseguiram apreender gado que tem idade suficiente para fornicar no ecrã e em simultâneo ter como missões fazer caretas, bandeiras de piratas, recebendo prémios tão fantásticos como moedas de chocolate. Ai Casa Pia, Casa Pia...