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2011-08-15

Lutando contra a testosterona II

Para quem questionou (e bem) a qualidade do filme que deu o mote para o post anterior: atrevam-se a questionar isto.

2011-08-13

Lutando contra a testosterona

Há uns dias atrás enquanto tentava navegar através do lixo televisivo que nos servem nas madrugadas de Agosto, deparei-me com um filme que contava a história de um jovem moço que, após um desgosto amoroso, tinha decidido entregar-se temporariamente ao celibato.
Os amigos e colegas de trabalho olhavam-no com admiração e faziam apostas em como ele ia falhar. Ninguém acreditava que fosse possível passar 40 dias sem sexo.

Por esta altura o filme tinha ganho o meu desprezo. Ou eu era uma triste aberração ou esta breve abstinência não era nada de especial. Eu faria aquilo com uma perna às costas e, como tal, o argumento deste filme era merda.

A coisa complica-se um pouco mais quando ele conhece uma garota de bom aspecto pela qual se apaixona. É correspondido mas como está no seu período puro esta besta não lhe toca. The plot thickens e o meu interesse cresce.

Não tendo começado a ver o filme desde o início parecia-me completamente ridícula a perda de juízo, os suores frios e todos os outros sintomas que o tipo estava a experimentar. Um completo exagero.
Afinal a abstinência não se limitava à mera relação sexual. Toda e qualquer auto-gratificação estava fora de questão.

Estremeci. A partir desse momento aquela era uma personagem que eu poderia admirar, um ídolo. Tinha-se proposto a fazer algo que implicaria uma luta feroz com as suas próprias hormonas. Será que eu o conseguiria fazer? Isto sim é um desafio, algo que nunca fiz.

Assumindo que o número anual de mulheres pela qual gero algum interesse situa-se nos 0.5 e que creio que já esgotei o plafond de 2011, este parece-me um projecto que poderei abraçar com a concentração necessária.

Se eu obtiver os níveis de irritação que prevejo que vou obter não só a actividade abrasiva deste blog vai aumentar como os motins em Londres serão importados pela mão de um só individuo.

2008-09-06

Dor vs Mágoa vs Raiva

Dor - O que sentimos quando alguém nos coloca um martelo pneumático em cima de um pé e começa a rebentar com ele.

Mágoa - O que sentimos quando o gajo que estava a operar o martelo o fez a olhar-nos nos olhos e depois nos diz que não percebeu que estava a ser desagradável e que era para parar. Para compensar convida-nos para uma futebolada com os amigos.

Raiva - Aquilo que vamos pôr em prática usando para isso o nosso recém-decepado pé, instruindo o primeiro interveniente acerca dos prazeres sádicos que as práticas necrófilas anais podem causar a amputados.

Raiva wins!