O bom senso está morto e em avançado estado de decomposição.
Sou contra qualquer tipo de tourada, não mato qualquer animal, independentemente de ser um cão ou uma barata, não sou vegetariano.
Podemos começar?
- Vladimir Putin
- Sílvio Berlusconi
- Recep Erdoğan
- Viktor Orbán
- Nicolas Sarkozy
- José Sócrates
- Donald Trump
- Pinto da Costa
- Luís Filipe Vieira
- Bruno de Carvalho
- Jair Bolsonaro
- IRA
- André Ventura?
Em mais um episódio que comprova que estamos imensamente longe de eleger um populista em Portugal (não estamos, NÃO estamos mesmo), jorram pela internet juras de amor em relação ao IRA - Intervenção e Resgate Animal e desprezo em relação à seriedade da reportagem da TVI, isto porque Ana Leal é porreira quando faz reportagens em relação à Raríssimas, Pedrógão, Pinhal de Leiria, mas é má quando faz uma reportagem que vai contra um grupo que parece fazer coisas boas, por vias completamente condenáveis.
Concordando plenamente que há momentos na reportagem nos quais é feito uso de um vídeo sarcástico, do IRA, de forma tendenciosa, há material suficiente publicado pelo próprio grupo para achar que as acusações são mais que plausíveis.
Nos vídeos de resgate há um tom autoritário que em nada leva a crer que os membros do grupo actuem de forma de forma pacífica e sem atropelar a lei e fazer marcha-atrás umas quantas vezes.
As sociedades modernas aceitaram que se alguém comete um crime, quer seja um furto ou a tortura de um bébé, não é o povo que faz justiça, nas ruas.
Parecem fazer parte da minoria, cada vez mais, aqueles que aceitam que algo grotesco pode estar a ser feito mas que, a solução não passa por fazer algo de grotesco de volta. Dois grotescos não se anulam, somam-se e alimentam a espiral que está a levar-nos para um lugar negro no qual o bom senso está definitivamente morto, numa vala a céu aberto e em pronunciado estado de decomposição.
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