O Tom Hanks que não há em nós
O filme "Captain Philips" conta a história da tripulação de um navio que foi feita refém por piratas somalis.
Não sendo especialmente brilhante vale pela cena final.
Agora que a crise está teoricamente de saída, que das máquinas multibanco brotarão flores e unicórnios, está na altura dos portugueses que saíram relativamente intocados pelo papão Troika (tal como eu) respirarem de alívio e voltarem a votar no PSD e CDS.
- Está na altura de ignorar que há milhares de pessoas que caíram no desemprego e que não voltarão a fazer parte da população activa, com todos os problemas financeiros e de auto-estima que isso acarreta.
- Está na altura de ignorar que há milhares de pessoas que passaram dezenas de anos a pagar o empréstimo que contraíram para a compra da sua casa e que, tendo pago de 80% da mesma, vêem-se incapazes de pagar o restante, perdendo assim todo o dinheiro despendido e o telhado que os protegia.
- Está na altura de sermos pragmáticos e de ignorarmos todo o sofrimento alheio porque, na verdade, ele não é real, não nos toca, não nos diz respeito.
- Está na altura de continuarmos a cavar um pouco mais o fosso social que conduzirá à desintegração da pirâmide onde confortavelmente alapámos o rabo.
Contracenando com uma verdadeira médica da marinha norte-americana, com nenhuma experiência como actriz e que no primeiro take estava de tal modo em pânico que não conseguiu desenrascar uma interpretação minimamente aceitável, Tom Hanks faz, logo ao segundo take aquilo que provavelmente não é inteligível para quem não viu o resto do filme ou para quem demonstrou publicamente uma grande indignação pelos "ataques" da Pepsi em relação Cristiano Ronaldo.
Tenho de ir ver esse filme!
ResponderEliminarGrande "regresso", este teu.
ResponderEliminarO que direi eu, que fui arrastada, depois voltei ao activo e agora passo os dias a requerer insolvências de pessoas singulares (a grande maioria delas porque deixaram de poder pagar a sua casa ao banco) e colectivas (que não pagam a ninguém porque ninguém lhes paga)? Acho que tenho o emprego mais triste do mundo, neste momento. Faço parte da máquina trituradora, para que ela não me triture a mim.
Parafraseando o post inicial "Queres ser o pai dos meus filhos?" :D
ResponderEliminarPerdão?
EliminarEste comentário foi removido pelo autor.
EliminarAo menos perguntei! O "não" era garantido. :oP
EliminarEste comentário foi removido pelo autor.
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