Rafeirada
Isto de perceber que as pessoas têm cara tem muito que se lhe diga.
No Domingo passado fui ao lançamento do livro do rafeiroperfumado.blogspot.com e tive o meu terceiro encontro imediato com a blogosfera.
Eu acho muita piada em aparecer do nada na frente de uma pessoa gozando da total segurança do meu anonimato, acontece que, apesar de me divertir bastante com a situação, fico com um batimento cardíaco de tal forma violento que as gengivas começam a rejeitar os dentes. Não sei se isto se deve apenas ao facto de ser um cobardola ou se é uma reacção normal.
Chego atrasado ao espaço de apresentação do livro e deparo-me com uma livraria completamente cheia. Era totalmente impossível entrar sem usar para isso uns delicados empurrões. Preparo-me para fazer umas placagens e avanço com violência. Sou interrompido por uma senhora que me pergunta baixinho "quem é que está a dar autógrafos?". Esboço um sorriso e penso para mim que não há forma de não fazer figura de parvo e respondo "não sei como se chama mas ele autointitula-se Rafeiro Perfumado. A senhora agradece a informação e sai a correr, gritando e puxando os cabelos.
Compro o livro e meto-me na fila para receber um rabisco do autor. Apresento-me como sendo o camelo paranóico e de imediato recebo a resposta:
- Mas afinal não possuis um órgão sexual de tamanho industrial! És uma fraude!
- Rafeiro, escusas de te fazer ao piso. Comigo é mais ovelhas e um ou outro urso polar quando estou numa de S&M.
Visivelmente desiludido, o canídeo escrevinha qualquer coisa no livro enquanto exclama:
- Escreves o que escreves porque és um poltrão. Eu dou a cara pelas minhas convicções e não me escondo atrás de um ecrã!
- Para mim pode ser com batatas a murro e um pouco de limão, por favor.
Abandono o espaço de livro na mão e com uma patada na alma.

Eu acho muita piada em aparecer do nada na frente de uma pessoa gozando da total segurança do meu anonimato, acontece que, apesar de me divertir bastante com a situação, fico com um batimento cardíaco de tal forma violento que as gengivas começam a rejeitar os dentes. Não sei se isto se deve apenas ao facto de ser um cobardola ou se é uma reacção normal.
Chego atrasado ao espaço de apresentação do livro e deparo-me com uma livraria completamente cheia. Era totalmente impossível entrar sem usar para isso uns delicados empurrões. Preparo-me para fazer umas placagens e avanço com violência. Sou interrompido por uma senhora que me pergunta baixinho "quem é que está a dar autógrafos?". Esboço um sorriso e penso para mim que não há forma de não fazer figura de parvo e respondo "não sei como se chama mas ele autointitula-se Rafeiro Perfumado. A senhora agradece a informação e sai a correr, gritando e puxando os cabelos.
Compro o livro e meto-me na fila para receber um rabisco do autor. Apresento-me como sendo o camelo paranóico e de imediato recebo a resposta:
- Mas afinal não possuis um órgão sexual de tamanho industrial! És uma fraude!
- Rafeiro, escusas de te fazer ao piso. Comigo é mais ovelhas e um ou outro urso polar quando estou numa de S&M.
Visivelmente desiludido, o canídeo escrevinha qualquer coisa no livro enquanto exclama:
- Escreves o que escreves porque és um poltrão. Eu dou a cara pelas minhas convicções e não me escondo atrás de um ecrã!
- Para mim pode ser com batatas a murro e um pouco de limão, por favor.
Abandono o espaço de livro na mão e com uma patada na alma.
E eu-e o marido-que aparecemos lá no sábado? Grande porra.
ResponderEliminarTambém estive lá. Não te apresentaste...
ResponderEliminarEu nesse dia também fui a uma apresentação do género, apanhei cá com cada cromo. Um até me confessou que mente na idade!
ResponderEliminarAbraço!
Maria, porra? Que é lá isso? Não gostou?
ResponderEliminarBxana, nem você!
Rafeiro, era escusada toda aquela marcação de território. Os livros podiam perfeitamente ser vendidos sem urina.