Pão por Deus!
Ao ouvir a campainha peguei no machado que tinha pousado na mesa de cabeceira (na noite anterior vislumbrei a hipótese de me acordarem desta forma no único dia em que podia dormir até às tantas) e corri para a rua, sem qualquer outro preparativo, gritando de machado no ar. As crianças não se movem. As crianças olham para o meu baixo ventre. As crianças riem apontando. Eu apercebo-me que está frio e de que estou nu. Volto para a cama com o orgulho ferido e com o machado sem sangue algum.
Voltas para a cama? Volta mas é para a paragem do Júlio, que quem lá mora és mesmo tu!
ResponderEliminarAhhhhhhhhhhhhhhhahahahhaha, muito bom!
ResponderEliminarE eu que achava que essas coisas do pao por Deus so se mantinham na minha terrinha, uma aldeia de coves e vaquinhas!
Amava o pao por deus! Até que comecei a ficar um bocadinho crescida demais pa andar de porta em porta a receber doces!
Espero que isto já faça parte do passado.
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