2011-08-13

Lutando contra a testosterona

Há uns dias atrás enquanto tentava navegar através do lixo televisivo que nos servem nas madrugadas de Agosto, deparei-me com um filme que contava a história de um jovem moço que, após um desgosto amoroso, tinha decidido entregar-se temporariamente ao celibato.
Os amigos e colegas de trabalho olhavam-no com admiração e faziam apostas em como ele ia falhar. Ninguém acreditava que fosse possível passar 40 dias sem sexo.

Por esta altura o filme tinha ganho o meu desprezo. Ou eu era uma triste aberração ou esta breve abstinência não era nada de especial. Eu faria aquilo com uma perna às costas e, como tal, o argumento deste filme era merda.

A coisa complica-se um pouco mais quando ele conhece uma garota de bom aspecto pela qual se apaixona. É correspondido mas como está no seu período puro esta besta não lhe toca. The plot thickens e o meu interesse cresce.

Não tendo começado a ver o filme desde o início parecia-me completamente ridícula a perda de juízo, os suores frios e todos os outros sintomas que o tipo estava a experimentar. Um completo exagero.
Afinal a abstinência não se limitava à mera relação sexual. Toda e qualquer auto-gratificação estava fora de questão.

Estremeci. A partir desse momento aquela era uma personagem que eu poderia admirar, um ídolo. Tinha-se proposto a fazer algo que implicaria uma luta feroz com as suas próprias hormonas. Será que eu o conseguiria fazer? Isto sim é um desafio, algo que nunca fiz.

Assumindo que o número anual de mulheres pela qual gero algum interesse situa-se nos 0.5 e que creio que já esgotei o plafond de 2011, este parece-me um projecto que poderei abraçar com a concentração necessária.

Se eu obtiver os níveis de irritação que prevejo que vou obter não só a actividade abrasiva deste blog vai aumentar como os motins em Londres serão importados pela mão de um só individuo.

10 comentários:

  1. Darling, é just a movie! E a bad one, by the way.

    ResponderEliminar
  2. Anouc, não sou pessoa para funcionar à metade.

    ResponderEliminar
  3. "assumindo que o número anual de mulheres pela qual gero algum interesse situa-se nos 0.5". é algo dúbia esta frase...

    ResponderEliminar
  4. Agora não o vejas mais!!! Por estes e outros é que cada vez menos gasto o meu tempo com os movies americanos!

    ResponderEliminar
  5. Boas!

    Eu nunca me apaixonei na minha vida, mas já senti atração sensual por várias raparigas, farto-me de reparar nas raparigas mais jeitosas, mas isso não tem nada a ver com amor.

    Depois, acho que quando um gajo tá apaixonado, pra além de não conseguir comer e nem dormir, também não tem líbido e testosterona que o faça cobiçar fisicamente as mulheres e as raparigas e só pensa na pessoa que está apaixonado, mas não necessariamente tem desejo erotico por ela, e sim desejo amoroso e o que sente é muito mais sério. Quando se está apaixonado, não são hormonas e nem testosterona que estão em causa e sim os sentimentos verdadeiros. Por isso acredito que a determinadas alturas a líbido e a testosterona podem estar em stand by!

    ResponderEliminar
  6. Anónimo, porque haveria de ser dúbia?

    Lótus, apesar de não o voltar a ver, não generalizemos tanto.

    "André", acabo de te insultar no post que comentaste anteriormente. Já tens as condições necessárias para te fazeres passar por uma terceira pessoa e para defenderes as tuas ideias de jumento. Go!

    ResponderEliminar
  7. bolas tenho que explicar tudo. não percebo se a falta de interesse é da tua parte ou da parte delas.

    ResponderEliminar