2007-04-15

"O piston é a cabeça do Homem"

Muita gente já me interrogou acerca da génese deste nome (mais precisamente zero pessoas).

Para que se note que sou uma pessoa extremamente sensível e altruísta, vou passar a contar a breve história que conduziu a este achado.
Faz mais ou menos um ano que uma amiga me convidou para tirar um curso de nadador-salvador com ela. Aceitei de imediato. Embora não tivesse os dentes podres, não gostasse de passar muito tempo a torrar a pele, não praticasse surf, não tencionasse exercer a profissão, nem achasse que era uma excelente forma de engatar miúdas, a minha intensa vontade de fazer o bem fez com que me fosse inscrever de imediato.
A parte prática foi cagada. Já tenho uns anitos de natação no lombo e desde o primeiro dia que consegui fazer os tempos necessários para ficar aprovado (palmas para mim).
Na parte teórica a coisa não correu tão bem. Tive que dar algumas faltas e no que toca a exames... Rés-vés! Se tenho falhado mais uma pergunta ficava chumbado.
Gostava que estivessem todos conscientes que há por aí muito nadador-salvador que tem tanta capacidade (física, técnica e psicológica) para desempenhar a função como um elefante autista e estrábico. Os testes são muito pouco exigentes e a quantidade de gente em avançado estado de parolice que surge nestas formações é praticamente de 100%. Qualquer pessoa que queira ser o herói do grupo de trabalho, só tem que subornar os colegas com sugos ou plasticina. Felizmente têm-me a mim, cidadão e profissional aplicado e competente (quero ouvir mais palmas).
Mas chega de denegrir pessoas que não têm oportunidade de se defenderem (são estúpidas demais) e vamos a talhar (peguem no cutelo).
No Verão seguinte, esporadicamente e só para substituir alguém que estivesse de folga, lá ia o Jorge brincar aos nadadores-salvadores.
Numa dessas ocasiões, a que interessa para o post, fui parar à Praia Grande (para quem não sabe é uma praia com umas ondas pequenitas e que nem é nada perigosa...). Quem é que estava lá para me ajudar na importante tarefa de proteger os banhistas da sua própria conduta merdosa? Um velhote que envergava uma t-shirt onde se podia ler "Banheiro". Estava-se mesmo a ver que este Sr. estava lá para quatro coisas:
  • Almoçar e destruir um bom tintol
  • Montar e desmontar toldos
  • Cobrar a dinheiroca inerente
  • Fazer em papa o meu cérebro
Entregue que estou a minha sorte, coloco uma cadeira próximo do mar e lá me sento a (tentar) ler um livro enquanto deito um olho aos suicidas (o facto de estar bandeira vermelha é coisa de que não fazem grande caso).
Com o passar do dia o solitário velho faz conversa comigo. Fala, fala e fala mais um pouco. Eu vou sorrindo e acenando de forma quase automática. Em menos de nada está a usar termos bem jocosos e a comentar a carne que se vai passeando.
Depois de muitas horas a absorver informação, de responder com "humm humm" e de receber uns empurrões laterais (que mania parva que havia de ter) houve uma coisa que ficou bem gravada. Do nada (não me lembro de que estava a falar) sai-se com um "O piston é a cabeça do homem!"

Alguns meses mais tarde, depois de rejeitar um outro nome, que embora tivesse nascido antes dos "Gato Fedorento" podia soar a colagem, vá de usar a frase deste meu companheiro de um só dia.
Muito obrigado senhor banheiro!

11 comentários:

  1. hummm parece-me uma boa explicação! Mas que queria dizer o velhote com isso?? :-D

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  2. Vai na volta o velhote era músico, fui bisbilhotar no google o que é o piston e olha:
    Tendo a Trompa e o Piston um claro tratamento harmônico, chama a atenção o tratamento especial dedicado à Flauta, cujas intervenções possuem um caráter quase de solista, ficando as vozes (elementos intrinsecamente solistas por conta do texto) num plano inferior de desenvolvimento melódico.

    Acho que ele te estava a dar música...

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  3. Clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap!

    (aqui tens as palmas!)

    PS: amanhã faço-te a vontade ;)

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  4. Espero que o seguinte post possa esclarecer as vossas dúvidas e adensá-las na perspectiva da psicologia geriátrica.

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  5. Bem giro este post, ó Jorge! Até fiquei comovida! (Não falaste do cano...)

    Por acaso, o título intrigava-me e até cheguei a ir ao google para saber o que era. Depois presumi (mal) que seria o teu apelido. Como às vezes assinas Jorge Piston...

    Moral da história: O Banheiro pensou foi "Este puto está para aqui armado em campeão, deixa cá ver que já lhe dou uma para ele pensar para o resto da vida!" ou então, era o teu anjo da guarda a mostrar-te o caminho para a fortuna... Ou, quiçá, os efeitos de excesso de sol na cabeça...

    Agora o que significa... A minha teoria é a seguinte: O tipo estava, como disseste, a admirar a carne... Pronto, fácil. O Piston é mais um apelido carinhoso. O tipo só confirmou aquilo que todos nós sabemos, i.é., o homem rege-se pelo sexo (O Piston é a cabeça do homem).

    Jorge, este blog está desvirtuado! Em vez de falares de odores e materiais fisiológicos, devias estar a falar de sexo!

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  6. Compreendo jovem Alexandra, que queiras que fale de sexo. Brevemente voltarei a tal temática (assim que deixares de ver patinhos fofinhos).

    Para mim continua a não fazer sentido. É mais ou menos o mesmo que dizer "O pénis é a glande do homem".

    Nada nobre e com zero na escala de lógica.

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  7. Não! O pénis é a cabeça do homem. (É com ele que ele pensa.) Percebeu? A lógica está lá. A nobreza é que não.

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  8. :\

    Erradamente pensei que o titulo era "O Piston «e» a cabeça do homem", assim como se ambos trabalhassem em conjunto. Afinal não. Afinal um é o outro.

    Tá certo.

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  9. Pois que já me tinha passado pela cabeça vir aqui de propósito só para te perguntar que raio o nome do teu blog queria dizer...

    ;-)


    PS - Bigada pela visita e comment.

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