Depois desta declaração do senhor
José Saraiva Martins gera-se agora na blogoesfera um grande movimento de declarações de condenação.
Está na moda apoiar as minorias, espalhar a tolerância, defender os fracos e oprimidos (desde que não dê trabalho). A vontade de ser moderno é tanta que não se percebe que o senhor até tem razão caindo assim, os bloguistas, no ridículo solidário.
Onde o estimado representante do clero meteu a pata na poça, foi na forma como justificou a frase. Foi buscar o que está escrito na bíblia. Para mim, o referido livro tem valor como acendalha ou como matéria prima para fazer aviões. Se ele tivesse justificado com a definição presente no dicionário, aí já ficava melhor na fotografia:
normal
do Lat. normale
adj. 2 gén., conforme à norma ou à regra comum;
que serve de regra, de modelo;
exemplar;
habitual;
ordinário;
Que eu saiba, os heterossexuais ainda são a maioria logo, a homossexualidade não é normal. Concordo.
No que toca à incapacidade de um casal homossexual poder criar uma criança de forma saudável, não digo imediata e hipocritamente que sim, contudo, também não tenho dados para dizer o contrário.
No meio disto tudo, há algo que tenho como certo: Ser padre não é normal (tanto pela definição acima fornecida como pela própria missão que temos desde que nascemos: procriar).
E agora, uma pequeno jogo de significados:
Luso-Africano - Indivíduo de cor
Homossexual - Pessoa que ama ou tem relações sexuais com outra do mesmo sexo
Luso-Africano homossexual - Preto paneleiro
A tolerância é uma coisa tão bonita (e tão simulada).