2008-08-04

Tabaco no trabalho


De mansinho, como quem não quer a coisa, toda a gente onde trabalho começa a cagar de alto a baixo na lei. Abandonou-se o espaço de fumo na cozinha e começou-se a fumar em qualquer sitio e à frente de qualquer pessoa.

Pouco me importa se violam a lei ou não, o que é certo é que não respeitam os outros e isso sim é coisa para me deixar lixado.
E quando perguntam aos outros se se importam que fumem quando a mim nunca o fizeram? Fico pouco podre...

Acho que está na altura de activar um plano de sensibilização, uma ideia que explanei por aqui no inicio do ano: vou começar a masturbar-me em qualquer local e não terei qualquer critério quanto ao alvo. Quem levar com os resíduos da minha actividade, levou!

É uma falta de respeito, não é? AZAR!

Nota: São todas mulheres. Parece que fumar é mesmo sinónimo de emancipação...
(Calha bem, assim o meu acto é mais ofensivo.)

2008-08-03

3 de Agosto de 2007

(Tal como prometido aqui.)

Sim, o texto vai ser longo.

Vale a pena ler? Claro!
Envolve dor que foi incutida neste que vos escreve? SIM!

Divertimento garantido.


12:00 - Caminho com os olhos baixos. Sinto cada detalhe do chão, cada pedra da calçada. Por muito poético que possa parecer, tudo se deve ao facto da sola dos ténis estar para lá de gasta. Prometo a mim próprio que não voltarei a fazer uso deles.
Para trás ficou uma hora e meia de transportes públicos que me levaram ao coração de Lisboa.
Apresento-me na recepção e informo que me disseram que era para estar lá às 12:30. Pedem-me para esperar. Dizem que vão tratar do processo e já me chamam.

Estou em jejum (não-opcional porra!), nem sequer água bebi. Olho para a televisão e está a dar o Goucha. Pego num x-acto e vou cortando o céu-da-boca, só para ajudar a passar o tempo e a controlar a dor que é ver aquele cozinheiro afrutalhado.

12:25 - A senhora da recepção vai ter comigo e acompanha-me ao 2º andar. Dá-me mais alguns detalhes e diz-me que aquela vai ser a minha cama. Devo aguardar que um enfermeiro me aborde.
Na enfermaria está um senhor. Cumprimento-o cordialmente, e rezo para que me deixe sossegadinho. Não estou com grande vontade de contar a minha vida.
Instalo-me e observo a toilette que me está reservada: bata e touca. Eu gosto de andar nu, como tal, parece-me bem. O meu único receio é que, por uma vil manobra hemofilosófica, fique com algo espetado no ar, ficando assim bem visível o meu nível de alegria.
O meu "companheiro" recebe alta. Apercebo-me que sou o Rei da enfermaria. O comando da televisão, é MEU!

14:00 - Novo "companheiro". Velhote careca que me explica com entusiasmo que rapa todos os dias o cabelo com lâminas de barbear e que depois a esfrega com uma mistura de betadine+álcool. Diz-me que resulta e que já lhe está a começar a crescer cabelo.
Lamento a minha sorte quando sou forçado a fazer alguns comentários genéricos sobre futebol. Não percebo um boi mas desenrasco qualquer coisa. Não quero que um homem que vai permanecer imóvel durante a noite pense que eu sou "amigo do Goucha".

15:00 - Finalmente um enfermeiro! Pede-me os exames, diz-me para vestir a bata bonita e mais nada por baixo. Obedeço, dou a pata e deito-me na cama. Adormeço para tentar enganar a fome e sede que me estão a dar cabo do juízo.

19:00 - Duas enfermeiras vêm buscar-me para o bloco operatório. Depois de me observarem apercebem-se de que sou um homem e que NÃO TENDO SIDO INFORMADO não depilei a zona em que vou sofrer a intervenção. Sim, parece-me óbvio que seja conveniente a ausência de pelos, mas nunca cheguei a pensar nisso.

19:15 - Cortam-mos deixando-me as pernas às listas. Sou conduzido, deitado na cama, até à sala do matadouro. Sinto-me ridículo por não ir pelo meu próprio pé.

19:25 - Sou entregue no bloco operatório e sou recebido pela anestesista. Tem um sorriso de varrer um gajo de alto a baixo e uma capacidade especial para me criar uma bolsa de soro debaixo da pele da mão. Falhou o alvo e em vez de meter a intra-venosa na VEIA, espeta-me o soro em parte indevida.
Ela pede imensas desculpas enquanto me espeta repetidas vezes na tentativa de fazer a coisa bem. Respondo que não tem problema, que às vezes acontece e que se for preciso lhe empresto um martelo pneumático. Exclamo tudo isto com a voz de quem está a defecar um cacilheiro. Aquilo foi coisa para doer um bocadinho.

19:35 - Alguém que começou a sair de uma anestesia, começa a gemer. Certamente tem uma pedra na boca, porque não se percebe nada do que diz.
Explicam-me o tipo de anestesia que me vão aplicar e dizem-me que agora sou capaz de ficar um pouco confuso. Penso para mim: deves achar que não aguento essa merda-tens-razão-isto-está-a-bater-com-uma-força-do-caraças! Mantenho-me acordado mas pouco consciente. Adormeço por tempo indeterminado.

Sei:lá - Acordo enquanto me levam para a sala de operações. Cumprimento o zé-da-faca e prometo a mim mesmo que vou ficar acordado e ver a carnificina pelo monitor. Mando uma piadola ou duas à equipa, mostrando que estou descontraído e que se não estivesse em jejum dava um flato ou dois só para desanuviar o ambiente, para o tornar mais acolhedor.
Dizem-me que agora é que é a anestesia.

Sei:lá e uns minutos - Acordo e penso: Ups! Onde está a minha pila? As minhas pernas? NÃO SINTO NADA DA CINTURA PARA BAIXO!
Não, não entrei em pânico, já sabia que ia acontecer. Não vejo nada para baixo, está tapado. Apercebo-me que estou nu e que aquela merda que anda a voar de um lado para o outro são as MINHAS PERNAS! Penso para mim que esta seria uma péssima altura para receber um fellatio.
Apercebo-me pelo ecrã que o senhor doutor já está a escavacar o meu joelho com uma retroescavadora.
Adormeço de novo.

22:00 - O terror.

8:00 - Hora de mostrar a pila a outra enfermeira que levanta os lençóis sem saber que eu estava nu.

9:00 - Hora de mostrar a pila a uma senhora doutora que levanta os lençóis sem saber que eu estava nu.

10:00 - Hora de passear nu pela enfermaria (onde já estão mais dois pacientes) e pelo corredor e de mostrar a pila a mais 3 ou 4 pessoas.
Não é que a cabra da enfermeira me mete numa cadeira de rodas para eu ir tomar um duche e não me tapa com nada? Eu convencido que aquilo era habitual.
Em condições normais não me importaria. Mostraria a todos a minha imponência. Naquele dia, em especifico, tinha o órgão sexual mais mirrado de todo o concelho. Dignidade = 0.
Na volta para a cama, é outra enfermeira que me vai buscar. Manda-me tapar-me com uma toalha, não me queria ver as vergonhas! Passei por pervertido sem o querer ser.

12:00 - Saio do hospital e percebo que deixei todo o orgulho lá dentro. Vou para casa lamber as feridas (por favor não levar à letra).

2008-07-30

CALA-TE!

Se querem um favor meu, mesmo que não me falem há 2 anos, peçam. Por favor não finjam que são os meus melhores amigos e que estão genuinamente interessados na minha vida.

Hoje recebi uma chamada de um otário que conheci através da irmã da ex-namorada dele. Este pote de fezes precisava de uma substituição no emprego e achou por bem telefonar-me.

- Então amigo, tudo bem?

Amigo a merda! Eu nunca fui teu amigo não é agora que vou começar a ser não tendo contacto contigo há 2 anos.

- Que fazes da vida - continua ele.

Tenho andado desesperado à espera da tua chamada para que pudesse dizer-te o que tenho feito, ou então, é possível que estes estejam a ser os 30 segundos de conversa mais insuportáveis dos últimos 3 meses.

Não há ninguém que espete um arpão no pescoço deste gajo e que o arraste pela A5 até que o chumbo nos dentes faça faísca?
Ele não é má pessoa, pelo contrário, é daqueles camelos muito fofinhos, que falam à bebé com as meninas e que merecem um aneurisma instantâneo.
Não suporto gente assim.

EU NÃO QUERO SABER DA TUA VIDA, TU QUERES UM FAVOR, PEDE E CALA-TE! NÃO TOLERO ESSA ENCENAÇÃO DE ATENÇÃO!

Esta gente boazinha e atenciosa dá-me cabo do juízo. Antes comer uma sandes de pregos a ter que receber chamadas destas.

2008-07-29

Não me esfregues aí, por favor.

Sempre evitei este tipo de post por ser extremamente vulgar mas hoje não me contive.



QUEM É A BESTA DE MERDA QUE ANDA A FAZER ESTA PESQUISA?

Não me choca minimamente a temática. Não que alguma vez pudesse ponderar que tal situação acontecesse comigo (merda, tenho que ir vomitar) mas o que é que este ser pretende obter desta pesquisa? Conforto? Compreensão? Uma esponja? Um tiro na nuca?

Como este blog é mal frequentado...

2008-07-28

Sinceridade

Há alguma coisa mais sincera que uma erecção?

Sendo involuntária esta é uma clara e genuina declaração: quero fazer amor contigo/(comer-te animalescamente) és atraente.

Não que tenha recebido algum comentário ou que alguma vez tenha pedido essa informação a uma moça mas, acho que a diferença entre o "nojento" e o "excitante" é apenas o interesse que a mesma tem pelo senhor com o mastro em sentido.

Se uma rapariga detecta a erecção de um gajo pelo qual não tem qualquer interesse, por muito certinho e correcto que ele seja, estou certo que será de imediato conotado de forma pouco amistosa. Se por outro lado, ela estiver interessada no animal, já sabe que ele funciona e pode até avaliar o tamanho (que interessa por muito que mintam e digam que não).

As mulheres não sabem a sorte que têm. É bastante trabalhoso resolver este problema logístico.
Não é dificil ocultar uma erecção, o complicado é movimentar o Manel-Jaquim para o modo furtivo sem que ela dê conta.

Os homens conseguiram convencer as mulheres que existe uma regra que faz parte do cavalheirismo básico: senhoras primeiro. Esta "regra" tem o único e exclusivo objectivo de nos proporcionar tempo para manobrar.
Geralmente as entradas e saídas do carro ou de uma divisão, são ocasiões de ouro. São excelentes para levar a mão ao bolso e tirá-lo da posição de stress. Desde que ele esteja preso no elástico da roupa interior ou agrafado aos abdominais, tudo irá correr bem. Ela não dará conta.

Deve um macho esconder uma erecção numa fase prematura de qualquer relacionamento (pergunto eu às senhoras)?
Não é suposto levar-se "a bem" este facto da vida que é o nós-não-controlamos-a-distribuição-do-nosso-sangue?
Já alguma vez "chumbaram" um potencial candidato a cambalhotas violentas porque aperceberam-se que ele possuia pouco mais que um amendoim infectado (como eu gosto desta expressão infantil)?

2008-07-26

A gaja anda aí e deseja-me!

A5, 18:30, 100 km/h, enquanto viajo na minha motinha:

  1. Oiço barulho estranho do meu lado esquerdo.
  2. Aparentemente parece um carro a fazer-me uma tangente enquanto me ultrapassa.
  3. Espera lá que ele agora vai na direcção oposta.
  4. Ai merda que ele vai despistar-se!
  5. Ai porra que ele já está em pião e vem para cima de mim!
  6. %&/&(%&=/&%$&#$&$% que estou "#%$"&/$%($%&$&%#/! $"%#$%/$%/#$&$#&/ ma %$&#%/$%/#$&#&$%/!
  7. Deixa-me acelerar rápido antes que ele capote para cima de mim!

Não é que o gajo faz um pião àquela velocidade, não capota e não toca em nada?

As minhas perninhas tremeram durante mais 5 km...


A gaja anda aí!

2008-07-24

"Bodega Aleatória"

Vi no Portugueses ao Volante e decidi: tinha que ter.

Como os dias deste blog já foram melhores, vá de carregar, aqui à esquerda no "Bodega Aleatória".

Certamente vão aceder a lixo com algumas camadas de pó mas que, ainda assim, cheira melhor que o actual.

Parto Natural

Por uma questão de prática oral creio que, mesmo que venha a ser possível que o homem dê à luz, não haveria mulher que o defendesse.

Caso se verifique que esta minha teoria é falsa, o decote vai deixar de ser a melhor forma de competir pela atenção do macho. Passará a ser possível verificar várias exibições ao melhor estilo da anaconda por esse mundo fora...

2008-07-21

Hoje apetecia-me...

... ter uma criança para pontapear à minha vontade.

Depois de pensar um pouco caio em mim:
-Isto não está certo! Esmurrar é que é a melhor forma de libertar o stress.

2008-07-18

Sou uma menina

Hoje disseram-me que sou, a nível sentimental, uma mulher.

Acenei que sim enquanto acabava de trinchar um gatinho.

2008-07-08

Cúmulo da Ironia

Factos:

  • Escrevi recentemente um post intitulado "Declaração post mortem".
  • Escrevi recentemente um post onde expressava que são muito poucos os "justos", os que têm coragem para fazer o que está certo mesmo que isso vá contra os seus interesses.
Hoje, conduzindo a minha motinha, ao parar num sinal vermelho (até porque já tinha "queimado" o anterior), sou ligeiramente abalroado.
O senhor da Carris que estava ao meu lado, cagou no semáforo e avançou com vermelho.
Eu fiquei quietinho a tentar perceber se era eu que estava a ver mal.
O senhor que conduzia atrás de mim e que quase se esquecia de não me passar a ferro, conduzia uma ambulância.

Esta é a verdadeira definição de ironia.

2008-07-07

Questão

É possível ter o mínimo de respeito por um homem que use um anel no polegar?

2008-07-05

2008-07-04

Declaração post mortem



Aos 16 anos, no Verão, convenci-me que não ia sobreviver até à estação seguinte.
Estava a trabalhar mais ou menos longe de casa e tinha acabado de tirar a carta de mota. Na minha primeira viagem de duas rodas para o trabalho, condutor maçarico que era, deparo-me com as piores condições climatéricas para se conduzir: chuva e vento fortes.
Como se isto não fosse suficientemente mau, tinha que atravessar a ponte 25 de Abril.
Sabem o que acontece a um maçarico que anda devagarinho na ponte 25 de Abril? Tem que andar encostadinho à faixa da direita.
Sabem o que acontece ao condutor de um veiculo de duas rodas que está a levar com umas rabanadas de vento valentes, tem que lidar com o piso molhado e ainda se tem de manter entre um rail e uma faixa de metal que é escorregadia como tudo? O condutor fica cagado de medo e depois de conseguir passar a ponte pensa "não há hipótese nenhuma de eu aguentar um verão inteiro a andar de mota sem cometer um erro que faça com que me estripe todo".

Desde esse dia já passaram 8 anos. Estou consciente de que a qualquer momento um camião pode fazer de mim papa, mas não tenho pensado no caso.

Um post recente de uma vizinha blogosférica, veio fazer com que reflectisse por alguns dias acerca da morte:
Quais são as coisas que gostaria de fazer antes que a minha morte ou a morte de outra pessoa as possam tornar impossíveis (sem contar com violações)?

Defecar do alto de uma árvore é sem duvida uma das coisas que não quero deixar de fazer. Usar um gato morto como capacete, é outra das actividades obrigatórias.

E o blog? Como fica o blog se um gajo estica o pernil? Há que dar uma satisfação aos clientes!

Vou hoje começar a fazer a minha declaração de morte e vou deixá-la agendada para o dia que faço anos.
Eu não confio muito nas tecnologias, estou sempre à espera que me entalem. Nesse post vou deixar informações particularmente sensíveis e algumas fotografias. Se o serviço de agendamento do Google me prega alguma rasteira...

Todos os aninhos vou actualizar a declaração e atrasá-la mais um ano.

Tenho quase a certeza que me vou arrepender por fazer isto...

2008-07-03

Hã?



Não compreendo porque é que a RTP não convida gente de nível tão elevado!


Claro que não é pela maneira como se veste nem como canta. Toda a gente sabe que os artistas são convidados para irem a programas porque sabem fazer um excelente pão-de-ló.