2017-03-20

Interagindo com os leitores

Nas raras ocasiões nas quais troquei mensagens no Facebook tive o prazer de conhecer o "Miguel" (nome que de facto é real, sendo dispensável o uso de aspas).
Não sei qual foi o gatilho para tais declarações de amor mas, sendo membro de uma claque de futebol, é possível que não tivesse alguma namorada à mão para espancar num dia de derrota.










 É possível que o anexo que ele não recebeu fosse um subproduto da minha existência.

2017-03-19

Afundanço epidérmico

É possível aferir a condição física de uma pessoa através da medição da profundidade da cicatriz da BCG.

2017-03-18

Brunch

Para um camionista é um almoço que começou mais cedo de forma a permitir o enchimento do bandulho durante mais tempo.
Para as pessoas requintadas é um brunch.

São igualmente alarves.

2017-03-07

Mercalli marca XII

Às vezes quando me levanto da sanita fico na dúvida se defequei ou se aquilo é fruto de uma derrocada.

2017-03-06

O Viking, a Mónica e eu.

Há mais de uma década que várias amigas revelam um fascínio incompreensível pelos shows de strip no Viking e que me querem lá levar apesar de não demonstrar qualquer interesse no tema.
No Sábado vi o evento pela segunda vez e posso dizer-vos que nunca temi tanto pela minha integridade física.

Mónica, a sucessora de Fabiana, selecciona todas as noites duas vítimas com as quais interage fisicamente, uma por cada espectáculo.
Por me encontrar sentado mesmo junto ao palco (e ainda sem saber o quão mau seria o que se seguiria), movia-me lentamente, como quem tenta não chamar a atenção de um predador.

O escolhido foi um rapaz novinho, muito sossegado, que não ostentava o mais pequeno indício de fanfarronice.
Mónica puxou-o para o palco, muito contra a vontade do próprio, que cedeu à pressão dos amigos e à imposição física da striper, dando início a cerca de 10 minutos de tortura.

Começou por ordenar (acreditem que é o verbo correcto) que ele lhe desse palmadas no rabo. Face ao fraco desempenho do moço, Mónica foi gritando com ele até que o espancamento do seu traseiro atingisse a violência necessária.
Em seguida fez com que um muito imberbe ser lhe tocasse em todas as partes íntimas do corpo, havendo direito (obrigação) a contacto com vagina desnudada e a sua cara.
Apesar da Mónica ter colocado as mãos entre a genitália e a vítima, pareceu-me pouco diplomático.

A caganita-de-cabra no topo do bolo-de-terra foi quando Mónica decidiu inverter os papéis.
Posicionou o menino num ângulo de 90 graus, agarrado ao varão, e vá de lhe aviar no rabo com um cinto de cabedal. Foram três vergastadas, bem espaçadas, de forma a permitir que o terror crescesse dentro de si.

Não deixem de lá levar todos os vossos colegas de trabalho mais irritantes.