2017-02-28

Misantropia: A verdadeira solução final.

Para mim 2016 não foi especialmente mau por causa das diversas mortes de personalidades famosas.
O que verdadeiramente me deitou abaixo neste ano e que me causou dores mais lancinantes do que puxar uma hemorróida até que ela dê uma volta completa à perna, foi a aceleração da estupidificação e infantilização da população mundial.

Trump
Uma criança carregada de testosterona com um número de seguidores que ascende a várias dezenas de milhões, ganhou as eleições tornando-se no homem mais poderoso do Mundo.
Quando um homem destes quer gelado ou um chupa-chupa, não importa se tem que ir buscá-lo com um tanque de guerra, ele irá.
Para quem acha que o que se passa do lado de lá do atlântico é um problema dos outros, que está lá longe, que nada disto se passaria na Europa ou em Portugal, deixo-vos alguns nomes de pessoas de conduta altamente duvidosa que, ainda assim, contaram ou contam com apoio muito vocal da fauna local:
  • Vladimir Putin
  • Sílvio Berlusconi
  • Recep Erdoğan
  • Viktor Orbán
  • Nicolas Sarkozy
  • José Sócrates
Pretos, monhés, imigrantes mais morenos e mulheres viram em Trump, se estiveram atentos, que é possível dizer tudo o que há de errado e repugnante no que toca ao tratamento do ser humano e, mesmo assim, continuar a cativar mais apoiantes.

Jornalismo
Está ligado à máquina e luta desesperadamente para sobreviver.
Sou bombardeado diariamente por pop-ups com notícias que não o são, que terminam com um ponto de interrogação fazendo lembrar um anzol que quer integrar-se no meu escroto para que em seguida me possa arrastar para dentro dos seus sites, obrigando-me a clicar em todo o tipo de publicidade.
Os jornalistas são agora meros agregadores de coisas "que estão a incendiar as redes sociais" ou que estão a "comover o Mundo".
Estes ex-profissionais promovem agora, sem qualquer sentido do ridículo, os "fact-checkers" (verificadores de factos), não se apercebendo que esta é a perfeita definição daquilo que deveria ser a sua função primordial.

Redes Sociais
São em simultâneo uma bênção digital e um punhal na sensibilidade de quem gosta de lidar com pessoas inteligentes.
As redes sociais dão-nos o desagradável privilégio de conhecer todas as pessoas como se estivessem severamente embriagadas, revelando quase tudo o que não têm coragem para expressar na sua convivência física.
Apesar deste benefício de grande valor, sinto cada vez mais uma alergia a esses espaço.

Para os leitores que começaram a seguir este blog apenas pelo título do mesmo, deixo aqui uma frase que certamente vos ocupará a mente durante muitas horas:
Cócó, xixi.

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