2014-10-28

4 de Agosto de 2014

Acabo de comer um iogurte com este prazo de validade.
- Vamos fazer amor! - exclamou a sanita.

2014-10-09

Excalibur

Perturba-me que uma parte considerável (ou pelo menos muito visível) das pessoas que defendem ferozmente os direitos dos animais tenha um coração tão grande e um número de neurónios tão pequeno.
É infeliz que uma causa tão nobre seja defendida com argumentação tão acéfala, especialmente quando há argumentos válidos disponíveis.

Excalibur deveria estar vivo por várias razões:
  1. É um caso único até à data
  2. Não se sabia se estava efectivamente infectado
  3. Seria uma oportunidade de aprender um pouco mais acerca da possibilidade de contágio homem -> cão e cão -> homem
Alegar que "se calhar também deveriam abater o namorado da enfermeira porque também teve contacto com ela" é uma tirada pseudo-irónica produzida por calhaus que nasceram roxos, com o cordão umbilical à volta do pescoço. Segurem esse fio de baba, por favor.

Os nossos animais de estimação, aqueles com os quais criamos uma relação afectiva, podem ter um valor superior ao de um humano que não gostamos ou até mesmo ao de um que desconhecemos. Há pessoas que deixaria morrer sem pestanejar se isso pudesse ressuscitar o meu falecido cão. Posto isto, um humano é um humano, um animal de estimação é um animal de estimação.
Não creio que o sistema nacional de saúde espanhol (ou de qualquer outro país) tenha dotado parte do orçamento ao tratamento de qualquer maleita canina. Isto leva-me ao ponto 1: por ser um caso único, talvez fosse possível lidar com ele de outra maneira. Se esta situação se tornar uma real pandemia, caberá na cabeça de alguém que todos os animais de estimação sejam colocados em quarentena? Quem fará esse trabalho? As clínicas privadas?
Desejo boa sorte àqueles que tentarem convencer a direcção das mesmas que devem tratar gratuitamente animais durante uma situação de emergência quando não o fazem no rotineiro dia-a-dia, quando tudo está calmo e quando não há uma crise mundial.