2014-12-10

Tarde

No último ano e pouco tive a oportunidade de conviver com uma pessoa maravilhosa que me surgiu através deste blog.

Dona de uma beleza interior e exterior com a qual nunca me havia cruzado, viu a espécie de diamante em bruto que tinha em mãos (completamente verdade se excluirmos a parte do diamante) e aceitou-me.
Apesar de todas as limitações e bloqueios com que se cruzou dentro desta mente, que não é recomendável, concedeu-me muitos dias de grande felicidade, colesterol, hiperglicémia, maus tratos físicos variados (dos quais sempre fui vítima, sublinhe-se) e cumplicidade, muita cumplicidade.

Nos últimos 18 anos foi a única pessoa que me viu derramar uma lágrima e provavelmente a única pessoa que temeu morrer afogada num carro perfeitamente estacionado em terra. Foi também a única que mereceu tão inesperado dilúvio.

Para ela, que foi de uma generosidade extrema, que fez de mim uma pessoa muito melhor do que aquilo que alguma vez fui, que merece ser feliz em quantidades industriais e porque embirrava com o meu caminhar muito pouco linear, vai isto. Ironicamente ouvi esta edição imediatamente antes de começar a escrever este post.

E também vai isto.

A programação habitual segue dentro de momentos.

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