2013-05-26

Concentrado de televisão (dá para 40 copos de vergonha)

No Domingo passado, entre Big Brother e Globos de Ouro, vi cerca de 15 minutos de televisão.

Nos 30 segundos de TVI consegui perceber que o enlatado de suína (não só na composição química como também intelectual) que atende pelo nome Fanny, foi chamado ao grandioso programa como conselheira porque aparentemente algo não estava a correr bem na casa (ou porque era necessária uma aberração ao nível da Bárbara Guimarães).
Quando um programa ou até mesmo um bocado de esterco precisa de aconselhamento de personalidade de tal calibre, talvez esteja na hora de aprender a fazer laços especiais com cordas relativamente grossas.

No caso da SIC deu para perceber que:
  • Os guionistas e as suas piadas deveriam ser escorraçados deste planeta
  • César Mourão devia apanhar boleia na mesma nave dos guionistas
  • O facto de não me ter "cruzado" com a Bárbara Guimarães contribuiu para uma experiência mais pobre mas menos perturbadora para uma noite de sono
Hoje a SIC conseguiu meter Portugal a ver pessoas a chapinhar na água como se fossem heróis a resgatar velhinhas de uma casa em chamas.

Vi a Raquel Strada maquilhada como uma Presidente da República a saltar da altura de um isqueiro e a receber uma grande salva de palmas. A mediocridade foi tanta que nem as mamas quiseram estar presentes (a sério, para onde foram as mamas da rapariga?).

2013-05-21

Tragam uma palhinha

Acabo de fazer uma açorda com a consistência de uma refeição que está a subir o esófago.
Estão obviamente convidados a provar um copo.

Desconfio sempre da sanidade mental...

... das meninas que descarregam uma generosa quantidade de posts a apelar à adopção de animal X ou Y.
No dia em que for legalizada a adopção por frigideira, farei a sua leitura com um espírito diferente.

2013-05-17

Industrialização do fellatio

Sexo sem compromisso é algo de banal nos dias de hoje. Há muito que o homem não precisa de se esforçar para conseguir tal coisa.
A mulher emancipou-se, assume que gosta de sexo apenas pelos impulsos eléctricos e tira um proveito do seu corpo, livre de complexos.

Eu, que durante bastante tempo fui muito acanhado no que toca a esta matéria, achando que mostrar apetites com origem na zona abaixo do equador, em relação a uma mulher alvo do meu interesse, poderia ser repulsivo, continuo a ter aqui uns problemas em registar a evolução exponencial deste "mercado".

Sexo no primeiro encontro (que muitas vezes é o único), também começa a ser banal.
Fellatio, o ex-santo-graal, bem ou mal feito, também já há umas décadas que deixou de ser um prato exclusivo da prostituição.
O que me causa neste momento alguma perplexidade são os dados estatísticos amadores que me chegaram à mesa de trabalho: sexo oral no primeiro encontro começa também a ser relativamente vulgar, tal como o 68*.

Tinha para mim que este tipo de contacto intimo ainda estava reservado para relações que são realmente intimas, aquelas em que há duas mentes a funcionar e que se sentem envolvidas uma pela outra por mais do que fortuito instinto animal. Quando é que isto mudou e porque é que ninguém me avisou?

A facilidade com que se conseguem obter estes kits IKEA de estroinice espanta-me. Fáceis de transportar e de montar, embora deixem a desejar no que toca a qualidade.

O homem depara-se nos próximos anos com um problema criativo de grande dificuldade: quando o engolir, o anal e ménage à trois, passarem a ser tão difíceis de obter como um copo de água, o que é que havemos de inventar? Nós precisamos de um objectivo, algo de proibido com o qual possamos sonhar.
Porque é que querem destruir o nosso mundo de fantasia, a nossa infância, porquê?
Porque é que nos arrastam para dura realidade que é não ter mais nada para onde possamos orientar a nossa ambição?

Não quero passar a ideia de que isto é um ponto de vista machista ou misógino em relação à mulher contemporânea, vocês continuam a mandar totalmente no jogo de sedução, o problema é que me parece que começaram a abdicar do mesmo.

E o que procura a mulher na mecânica da coisa? Um cunnilingus feito em condições e que não sejam esquecidos todos os pontos erógenos? E mais?

Já que estamos a falar de carnalidades, às vezes quando me levanto da sanita fico na dúvida se evacuei ou se produzi uma derrocada.

* É exactamente o mesmo que um 69 mas neste caso um dos parceiros fica a dever

2013-05-11

"Tenho a certeza absoluta de que vamos ganhar"

Durante esta tarde ouvi um adepto do Benfica proferir estas palavras em Leça da Palmeira.

Se alguém souber a quem me refiro e estiver em condições de me fornecer a morada do individuo, estou disposto a meter-me agora mesmo no carro e arrancar para a sua residência.
Tocarei à sua campainha e proferirei a seguinte declaração:

- Boa noite individuo-estúpido-que-diz-coisas-sem-ter-minimamente-em-conta-que-não-tem-forma-nenhuma-de-as-poder-afirmar-com-certeza-e-muito-menos-absoluta. Segundo o meu código pessoal o senhor é culpado de ter a inteligência de um furúnculo. Por favor coloque a sua mão no chão para que eu a possa esmagar com este martelo.

Ondas hertezianas retardadas

João Ricardo Pateiro, jornalista na TSF, é a personificação do sentimento vergonha-alheia.

Este senhor adapta (destrói) canções que canta, DURANTE O RELATO, quando um dos jogadores na sua lista marca um golo.


Se não se estiver a sentir bem depois de ver vídeo, se a dor for muito intensa, esfaqueie as suas membranas interdigitais por forma a poder concentrar-se numa dor menor.

2013-05-03

25 de Abril e Menina Design Group

25 de Abril de 2013

No único dia do ano em que se podem encontrar no mesmo local, presidente da república, presidente da assembleia da república, primeiro ministro, ministros e deputados, o povo decidiu demonstrar que está bem, lida bem com o que se faz naquela casa e que não teme minimamente nem pelo presente nem pelo futuro.

Quando terminaram as comemorações oficiais havia pouco mais de 20 pessoas à entrada da assembleia, calmas, passivas, silenciosas.
No único dia do ano em que se impunha um cerco para o qual bastavam apenas os cidadãos desempregados, os portugueses manifestaram-se de forma bem clara: "vamos para a praia" ou "vamos aproveitar o feriado para dormir".

Não estamos, claramente, a apanhar no focinho o suficiente.
Continuamos a comprar nas grandes superfícies, a utilizar as caixas de pagamento automático, a depositar dinheiro nos bancos cujos administradores são comprovadamente corruptos, que lesam os contribuintes ou que simplesmente proferem declarações que deviam merecer uma violenta condenação.
Estou-me completamente a lixar para a política do medo que nos vendem quanto ao que pode acontecer ao sistema bancário se levantar todo o meu dinheiro do banco. O BES, por exemplo, não voltará a ver o meu dinheiro enquanto tiver este senhor aos comandos (embora mantenha depósitos noutros).
Adivinhem só o que é que os accionistas fariam se 50% dos depositantes tomassem esta atitude declarando a razão que a originou?
Adivinhem só o que é que aconteceria aos bancos que estivessem envolvidos nos negócios mais pornográficos se os portugueses mostrassem que não tolerariam mais alimentar este tipo de conduta?
No final de contas, 2 milhões de clientes que fechem uma conta com 500 €, é coisa para fazer mossa. David pode perfeitamente derrotar Golias.

O Menina Design Group é um grupo que está a tornar-se famoso nos últimos dias, pelas razões menos simpáticas.
Os vários testemunhos que estão a surgir no site www.ganhemvergonha.pt levam-nos a concluir que esta é uma daquelas empresas que usa trabalho gratuito e ilegal com a completa colaboração dos que lá trabalham e dos que por lá passaram.

Estes trabalhadores não se deram ao trabalho de apresentar queixas na Autoridade para as Condições no Trabalho? As poucas pessoas que conheço que o fizeram, ganharam. Estou a falar de 100% de sucesso.

Toda a minha vida ouvi dizer coisas como "isso não vale a pena, não vai dar em nada".
Este é o comentário quase zombatório de que fui alvo sempre que dizia que ia tentar mudar X ou Y apresentando uma queixa, escrevendo uma exposição, autografando um livro de reclamações.
Fui quase sempre surpreendido não só com a eficácia como com a rapidez dos resultados.

Interrogo-me porque é que quem saiu do pesadelo que dizem ser o Menina Design Group não foi suficientemente altruísta para denunciar oficialmente um problema que deixava de ser seu, mas que continuaria a afectar muitas pessoas e afectaria muitas mais no futuro.

Talvez tenha alguma coisa a ver com o que não se passou na Rua de São Bento no dia 25 de Abril de 2013.

23:55 - Rotunda do Marquês

Estavam por lá algumas dezenas de Benfiquistas a gritar algo como "ninguém pára o Benfica". Todos eles passam, a cada 12 meses, por uma sessão de electrochoques para se esquecerem do clube do Pinto da Costa (assim de repente parece-me a única forma de justificar este comportamento).

Não trocava uma boa ejaculação pela vitória de qualquer clube do meu coração.
Na verdade acho que nem a trocava uma má ejaculação (daquelas que acontecem quando os tanques já estão vazios).

Se tiver o azar de não morrer até ao jogo com o Chelsea e se o Benfica ganhar, vou esventrar uma criança e pendurá-la na estátua do Marquês para garantir o sossego na área e comprar algum descanso.

2013-05-02

"I'll see ya in another life, brother!"

Os não-fanáticos que se retirem. Vão tomar um copo, masturbar-se, façam uma coisa qualquer e voltem só lá mais para a noitinha, ok?

O Youtube sugeriu-me este vídeo que, como fanático da falecida série Lost, me fez lembrar aquilo que me (nos) consumiu 6 anos de vida.
É especialmente relevante e estranhamente atractiva a forma emotiva como a narradora relata os eventos mais dramáticos.


E para já é só isto.

2013-05-01

O que é que ele(a) tem que eu não tenho?

Esta é a pergunta clássica que já toda a gente teve que responder ou fazer a alguém (mais que não seja ao espelho).

O que me causa alguma estranheza é que seja feita de uma forma emocional embora a mesma configure um problema meramente cientifico, quase como se de uma fórmula matemática se tratasse.


Como é que tem cabimento tentar contabilizar um saldo de interesse quando o não há explicação para o que enfeitiça uma pessoa pela outra?

Ou assumimos que a "química" de que se fala, que curiosamente também é invocada geralmente de forma emocional, é uma avaliação inconsciente do que as feromonas nos dizem acerca do hipotético objecto de desejo, ou aceitamos que para uma pessoa gostar amorosamente da outra não basta que a mesma esteja livre e que veja na outra um 100% no que toca a uma lista de requisitos que não é elaborável por ninguém.

O que é que ele(a) tem que eu não tenho? Ninguém sabe.