2013-06-08

O agora já não é suficiente

Tenho um grupo de amigos que não larga o Instagram.
 
Quando estamos juntos não são poucas as vezes em que se põem a tirar fotografias uns aos outros, a partilhá-las online e a comentar entre eles, cada um no seu telemóvel. O álcool não desculpa tudo.
Para este grupo de adultos que se não fossem meus amigos já teriam apanhado no focinho há muito, o momento, o aqui e agora, não são suficientes.

Abomino toda a ostentação em geral com especial ênfase na ostentação via redes sociais.
Quando alguém está num local paradisíaco, com a companhia ideal, clima adorável e mesmo assim tem clareza de espírito para se lembrar de que os amigos (as 1500 pessoas que foram adicionadas com o critério de um etíope a escolher alimentos num caixote do lixo) deverão estar imensamente interessados em saber que são miseráveis por comparação com o fotógrafo(a)-prodígio-social-turístico-sentimental profissionalizado pelo Toaster, há em mim uns quantos neurónios que entram em motim e exigem um homicídio digital.

É que se formos a pensar bem, o que é que os separa do emigrante que constrói na santa terrinha uma casa de design e cores berrantes para mostrar que está cheio de dinheiro? Uma ligação à internet e um pouco de mau gosto com um filtro de dessaturação cromática para disfarçar.

Apesar de ter um telemóvel que permite a utilização deste tipo de software do demónio não percebo porque é que as pessoas optam pela utilização do mesmo em detrimento de outros que fazem coisas realmente úteis, como por exemplo, medir a proficiência masturbatória.

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