2013-03-03

"Que se lixe a troika" II

“I'm also tired of hearing about innocent victims; this is an outmoded idea. There are no innocent victims. If you're born on this world you're guilt, period, fuck you, end of report, next case. Your birth certificate is proof of guilt.”

George Carlin


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A prova de que os portugueses são culpados e não unicamente vítimas do que se está a viver é o facto de o partido que vai vencer as próximas legislativas ser o mesmo que tem alternadamente ajudado a sodomizar o país desde 1974.

A falta de inteligência e integridade moral deve ser penalizada e é isso que nos tem acontecido nos últimos tempos.
Ficaria de facto bem surpreendido se se começassem desde já a levantar protestos contra o PS, partido que merece de facto sentir desde já o tapete a fugir-lhe debaixo dos pés.
Enquanto esta escória não sentir que a intercalação de poder já não é uma solução acessível às suas patas gulosas, nada mudará.

5 comentários:

  1. nem mais. pergunto-me qual é o ponto destes protestos se depois votam para ficar tudo na mesma.

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  2. Concordo. Mas pergunto-me qual é a alternativa. Não deve ser o BE, nem os betos. Então, quem?

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    Respostas
    1. Essa justificação para mim já não chega.
      Já provámos tudo o resto e vimos que é mau, há que experimentar coisas novas.
      Sabes quando uma pessoa sem filhos diz que quando tiver um não vai ser tão restritiva, que vai deixar os filhos muito mais à vontade, que não vai ter o mesmo comportamento que os outros pais? Isso tende a mudar quando o filho chega.

      Acho que no caso dos partidos de esquerda, que muitas vezes atiram para o ar medidas completamente inconsequentes e com as quais não vão ter que lidar porque nunca serão governo, isso também mudará para a criação de cenários mais realistas.

      Já há umas quantas eleições que só voto em minorias. Mais que não seja obriga-se a que os habituais vencedores sejam forçados a negociar mais.

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    2. Bem verdade. A perspectiva muda quando as pessoas vestem a casaca, seja de pai, seja de líder, seja de chefe de armazém.

      Eu também já ando a votar nos pequenos de há umas votações para cá. Não muito convicta, mas na esperança de criar o tal mini-agito nas águas. Pelo menos, mais convicta do que se votasse nos que têm ganho. Mas não voto nos betos. Esses, mal sentem a primeira tontura e desequilíbrio, encostam-se, fazem coligações e alianças e fica tudo na mesma.

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    3. o voto também tem uma componente estratégica. não interessa apenas quem forma governo, interessa quem está na oposição, com que dimensão e poder.

      o meu voto, habitualmente, serve para formar uma oposição forte e que force a tal negociação que o Piston refere. não faço questão que cheguem ao governo. (quase) todos os partidos têm algumas propostas interessantes, mesmo que o "bolo" não o seja. se tiverem força suficiente, os governos tenderão a atendê-las.

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