2012-05-30

Remoção de Labregos

Comecei na Sexta-feira a remover labregos do meu Facebook.
Não tenho mais paciência para ler os gurus espirituais, poetas do copy-paste, que estão constantemente a dar-nos ensinamentos sobre o Amor e expressar o quão vitimas são, desta sociedade injusta e egoísta, que se atreve a dar atenção a outras pessoas.

O meu pavio é curto e deve ser conservado a todo o custo.

2012-05-28

Magistratura de influência por telepatia

Olá portuguesas e portugueses!
Está um lindo dia, não é verdade?
E que bom é sermos conduzidos por cobardes, não concordam?


Passemos então para assuntos mais importantes: que tipo ridículo de record do Guinness vamos nós inventar desta vez para demonstrar que apoiamos muito a selecção mas muito pouco o país?

Sunday Primetime

As noites de Domingo à noite estão entregues aos pares de mamas de duas mulheres que tentam convencer-nos que têm um intelecto superior ao de uma conquilha.

2012-05-27

Sinto que os últimos posts podiam perfeitamente ter sido escritos pelos guionistas dos "Malucos do Riso".

Cancro

Não é obrigatoriamente mau, aliás, por vezes é lento demais.
Reparem só no Hugo Chávez.

2012-05-22

Exorcismo

Gostava de fazer um em Esperanto, só para ver a cara de admiração do demónio.

2012-05-01

25/04/2012

Sinto uma mão a abrir-me as calças. A patorra, furtiva, avança à bruta para dentro da minha roupa interior, sem pedir licença, insensível à minha perplexidade.
Por estar a conduzir encontro-me completamente indefeso. Meio abananado e a sentir-me imundo, apercebo-me que a mão pertence ao presidente. O rádio está ligado e havia começado o discurso do chefe de estado a propósito da comemoração do 25 de Abril de 1974.

Este ano o nosso querido Cavaco decidiu que aquilo de que o povo estava a precisar era de masturbação colectiva. O calhau de Belém optou por invocar o sucesso de vários portugueses, nas mais variadas áreas culturais e cientificas, de forma a elevar a moral colectiva da pátria.
Ouvi com atenção e não ejaculei.

Gosto de saber que há pessoas que me são próximas têm sucesso. Acho simpático tomar conhecimento que gentes que pagam impostos dentro das mesmas fronteiras que eu são reconhecidas mundialmente. Parece-me completamente ridículo aquilo que o senhor papa-bolo-de-rei tentou invocar.

Estava convencido que tínhamos abandonado aquela velha cantiga dos descobrimentos. Aquela lenga-lenga do "somos um país grandioso porque as nossas fronteiras são as mais antigas da Europa e porque tivemos caravelas e saqueamos uns quantos povos".
Estava também convencido de que o passado não alimentava bocas nem dava tecto. Estou eventualmente enganado.

 Questiono-me quem é que terá votado neste cobarde senil. Os portugueses? Os mesmos que fazem parte daquilo que deve ser o alvo do meu orgulho?