2011-09-30

Divergência estética

Ainda acerca disto tenho a dizer que há aqui um profundo equivoco. O mais relevante não é volume mas sim o design de uma zona muito específica. Isto é de tal forma importante que advogo a criação de um manual de normas com direito a referências Pantone e tudo.

Fuga para a frente

Numa recente conversa pelo Facebook, eu, armado em campeão porque tinha acabado de aceder a uma informação importante, saio-me com esta maravilha como quem diz "se não me fazes as vontades conto tudo":
 - Trás-me torradas e chá

Depois de sofrer ameaças da parte da interlocutora alegando que a qualquer momento ia utilizar a minha burrice ortográfica para me humilhar, serve este post para cortar-lhe todo o eventual prazer que poderia obter com este meu lapso.

Nota - Estou familiarizado com as diferenças entre "traseiras" e "trazer". Não percebo porque razão me ando a espalhar com tanta frequência nos últimos dias.

2011-09-27

Bola de neve

Sabem quando alguém faz algo que vos desagrada e vocês se interrogam até que ponto é que estão no direito de sentir indignação/raiva/instintos-homicidas-com-requinte-de-sadismo-extremo ou se estarão a exagerar um pouco?
Sabem aquelas horas seguintes em que vocês oscilam de ponto oposto para ponto oposto, sendo que o lado mais vil começa a ganhar terreno e às duas por três já estão certos de que a única forma de repor a justiça no mundo é pegando num trem de aterragem e batendo com ele na origem do vosso problema até que a mesma consiga cantar ópera ou que o seu crânio faça faíscas no alcatrão?

Não sabem? Mentirosos/deprimentes.

2011-09-25

Ripple effect

Tendo em conta isto, isto e isto, apraz-me escrever isto:

Eu, que não sou um tipo nada alto, compreendo e aceito que as mulheres prefiram homens de estatura superior. Mais que não seja é o instinto de necessidade de protecção a funcionar. A atracção por determinadas características físicas faz sentido.
Não me parece que seja justo dizer-se que um homem prefere passar o resto da sua vida com uma moça porque ela tem as mamas maiores ou porque é menos inteligente e mais fácil de controlar. Digo isto não como uma mera opinião/gosto pessoal mas também em relação ao que acho que é a opinião da maioria dos homens. O inverso faria muito mais sentido: a apetitosa para brincar e a que tem uma boa estrutura mental para constituir família.

Imaginemos que isto é mesmo verdade e que há uma razão biológica que se sobrepõe a todas as outras. Lamentam que esse tipo de macho as rejeite?

2011-09-24

Eu sei

Estimados leitores,

Tenho a perfeita noção de que sou uma besta com esta mania de analisar tudo e de estar preso a um constante sentido prático e lógico em relação ao que me rodeia.

Ainda que tendo algum orgulho na minha capacidade de racionalização, sei perfeitamente que é socialmente devastador e que seria provavelmente muito mais feliz se não contasse com esta encantadora característica no meu dia-a-dia. Acontece que isto não é propriamente um comportamento opcional ou forjado para fins blogosféricos. O animal funciona mesmo assim, tem isto no sangue e não vislumbra uma solução para tal problema.

Sei que muito do que escrevo é fruto de uma intolerância desproporcionada e pouco recomendável mas é o que tenho para vos servir.

2011-09-20

Pinta de porca

(Advertência: este post pode ser considerado o produto de uma mente extremamente retrógrada pela única e exclusiva razão de ser escrito por um homem.)

Há muito que quero escrever sobre este tema mas a sua elevada complexidade e indefinição têm-me afastado do mesmo.

O que é?
Antes de chegar à identificação dos sinais que definem uma mulher como porca há um problema a montante que é necessário resolver: o que é uma mulher porca?
Não podemos considerar que seja uma mulher com uma excelente expressividade no leito. Essa é uma qualidade e nunca uma característica a desprezar.
Também não será prudente da minha parte afirmar que é uma mulher que se entrega aos prazeres da carne como quem troca de meias. Aprendi ao longo dos anos que esta é uma opinião que um homem não pode emitir. O conceito de emancipação sexual da mulher só se aplica quando o objecto de estudo é a própria conduta de quem o invoca ou quando é necessário adjectivar um homem como sendo um "porco-machista".

Será então uma mulher vulgar? Também não podemos ir por aí. Há muita mulher vulgar e profundamente desinteressante que não se envolve com pelotões das forças de segurança.
É basicamente uma pessoa que não me interessa e, estranhe-se, não interessa a muito homem sem ser para efeitos carnais ou para testar poderosos insecticidas.

Como se identifica?
Mostrei algumas fotografias de forma aleatória a uma amiga sem lhe dizer qual a minha opinião acerca das moças. Em 8 exemplos concordámos em 7.
À falta de uma capacidade mais precisa de racionalização deste 6º sentido para a javardice, eu diria que o meu maior ponto de referência, ainda que de forma involuntária, são as sobrancelhas.


Estou a partir deste momento disponível para receber a vossa ira e distorção das ideias que aqui apresentei.

2011-09-18

Nostalgia para débeis mentais

Deparei-me noutro dia com este texto (não é obra do autor desse blog) e tenho algumas coisas a dizer acerca do conteúdo.

Nada tenho contra a nostalgia do momento. É engraçado recordar um pouco daquilo que faz de nós o que somos hoje em dia. O que já não me agrada tanto é aquele tom repetitivo e escalado de geração para geração que dita que "no meu tempo é que era", que anuncia uma geração medíocre, perdida e claramente inferior à que pertence o autor do texto.

Ao traçar uma linha que divide os que nasceram antes de 1986 e os que nasceram após essa data, ainda que de uma forma pouco vincada, o bolinha de esterco (estou a assumir que foi um homem) separa os maus dos piores.

Uma vez mais o português tenta validar-se não por aquilo que é mas por aquilo que os outros são ou deixam de ser.
Uma vez mais, surpresa das surpresas, o tuga varre o problema para cima dos políticos, toma um chá e esquece-se daquele detalhe tão relevante que é o facto de que as gerações pré 1986 SÃO AS RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO DAS PÓS 1986.

Será que li mais do que aquilo que estava escrito? Estarei muito sensível à mediocridade?

O que é que é preciso para que a nossa geração pare de acenar com a merda dos problemas e comece a acenar e a EXECUTAR  as soluções?

2011-09-16

"Era amigo de toda a gente!"


Espero bem que quando eu for um cadáver ninguém se atreva a dizer que eu não tinha inimigos e que toda a gente gostava de mim.

Sou uma besta em vida e não é por estar frio que passo a ser uma excelente pessoa.

2011-09-15

Porco a andar de bicicleta

Vamos lá a acabar com essa afirmação de merda. Não faz de vocês pessoas geniais, apenas mentirosas.

2011-09-14

Nariz torto

Há alguma experiência mais gratificante do que ver o reflexo de outra pessoa no espelho? É ou não é sempre uma agradável surpresa perceber que aquela pessoa tem o nariz torto e que nunca tínhamos dado conta?
Na verdade o nariz é o que salta à vista mas há toda uma estranheza composta por várias assimetrias que nos faz exclamar internamente um "han?".

Pior que isso é aperceber-me que me apercebi que a direita da Júlia Pinheiro é maior que a esquerda.

2011-09-13

Heróis

O mundo precisa de heróis.
A comunicação social precisa de heróis.
Eu vomito-me todo cada vez que alguém é colocado num ponto elevado sem que tenha feito nada por isso.

"Mãe doa heroicamente um rim ao filho!"
Heroicamente? Só pelo facto de estar no "Fátima" ou no "Você na TV" a vangloriar-se pelo seu acto podemos de imediato considerar esta pessoa como sendo uma grandessíssima cavalgadura. Desde quando é que doar um rim a um filho é um acto heróico, altruísta?
O puto carrega os genes da mãe! O "amor" em questão é biológico e incontornável. Se a criança não sobreviver os genes da égua que a pariu não vão a lado nenhum!
A "heroína" não está a fazer mais que a sua obrigação.

Rapaz cego e paraplégico diz em talkshow "Sou abençoado por ser assim, não há nada que eu não consiga fazer." (todos batem palmas)Isto de fazer de qualquer deficiente físico ou mental um "herói", também me parece uma hipocrisia de merda.
Será que o puto acreditava mesmo no que estava a dizer? É certo que ele tinha um talento especial para a música mas estou para crer que se lhe pedisse para me mudar a lâmpada de um candeeiro no tecto, ele era capaz de mudar de ideias...
É grave quando as pessoas começam a dizer barbaridades só porque sabem que é aquilo que vai puxar o aplauso de quem nos ouve. É grave e mete um bocado de nojo.

Gosto muito quando uma qualquer pessoa se dirige a mim com uma típica conversa-em-que-demonstra-indignação-e-se-vangloria-por-ser-quem-é. Gosto muito porque não vou perder a oportunidade de fazer aquilo que a outra pessoa não espera de mim: dizer o que penso. É mais que certinho que a conversa vai ser curta porque a pessoa é apanhada de surpresa. Aquele que devia nutrir o seu ego (eu) está, calmamente e à sua frente, a baixar as calças e a cagar em cima do mesmo.
A pessoa afasta-se meio abananada e prepara-se para começar a falar mal de mim ao próximo que encontrar.

Já mencionei que não tenho uma carteira de amigos muito vasta?



Nota: Agradecimentos a Mariam pela correcção do meu estúpido "houve".

2011-09-09

Medidor de Q. I.

Há as pessoas que reenviam emails indignados a alertar para o facto de serviços como o Facebook, Hotmail e Multibanco estarem prestes a deixar de ser gratuitos e há as pessoas que não são desprezivelmente burras.

2011-09-08

Higiene feminina

Um dos episódios mais traumáticos que um homem pode experimentar é,  ao visitar um hipermercado com o qual não está familiarizado, entrar no corredor dos pensos higiénicos, tampões e afins.
Inicia-se uma conversa interior que segue os seguintes passos:

  1. Merda
  2. Sou um adulto e não vou revelar o embaraço
  3. Vou fingir que tenho uma boa razão para estar aqui
  4. Vou percorrer o corredor como uma pessoa confiante
  5. Está aqui capacidade de absorção equivalente a uma cisterna de endométrio
  6. Tenho que fugir rapidamente

Este corredor nunca está vazio. É incómodo garantido.

2011-09-07

Atacando bloggers: Poisoned Apple II - a paneleirice dos "likes"

Em tempos tive uma conta de Facebook para o blog. Não o fiz da forma correcta, como página, pois aquela história de que as pessoas teriam que clicar numa coisa que as definia como meus fãs parecia-me presunçoso demais. O facebook achou que o meu nome não era Piston, que aquela não era a minha fotografia, que tinha fornecido dados falsos e, como tal, fecharam-me a conta.

Um opinion-maker é uma pessoa que por ser respeitada e admirada por um elevado número de pessoas consegue alterar a tendência opinativa de massas. Um opinion-maker não o é só porque deseja muito sê-lo e porque se esforça para isso. Este último é apenas o tipo de pessoa que antes de o fazer com objectivos comerciais escrevia algumas coisas interessantes. Hoje em dia só me liquefaz as fezes e esfrega urtiga filosófica na minha debilitada mente.
Não tenho nada contra a actividade de tornar um blog rentável mas não gosto que isso seja feito de forma encapotada. A moda de pedinchar "likes" em páginas de facebook, é de um ridículo constrangedor. Em alguns casos a insistência é tanta que se nota a clara estratégia de tentar gerar um potencial gravítico que possa ser utilizado como canal de vendas.
Mas retornemos à Poisoned Apple e deixemos para trás o Arrumadinho e a sua forma subtil de promover o livro que ainda não está escrito.

A Poisoned fez algo semelhante mas, assegura-me ela, com o objectivo nobre de interagir de forma diferente com os leitores. Como eu partilho alguns ódios com ela e consegui que prometesse não voltar a roer os móveis, perdoei-a.

Nota: a Luna, que eu plagiei, teve a amabilidade de deixar um comentário a corrigir  um "traz" que utilizei de forma completamente incorrecta (às vezes prendo-me pela sonoridade e escapa-me uma destas) e que me valeria uma quantidade generosa de insultos. Teve a bondade de apagar o comentário logo a seguir para que só eu tivesse acesso à humilhação.
Esta pessoa é uma falsa-azeda. Cuidado.

Atacando bloggers: Poisoned Apple

Algures em 2007, quando ainda prestava atenção às estatísticas do sitemeter, dei conta que estava a receber visitas através de um link no blog "A Maçã de Eva". Comecei a interagir com a espelunca dela e cheguei a ganhar um concurso em que o prémio seria um jantar com todas as maçãs, prémio esse que nunca viria a ser entregue.

Quando a conheci na vida real, pessoalmente, uma das primeiras coisas que ela me disse, provavelmente a segunda logo a seguir a "olá", foi "noutro dia estava com dificuldade em fazer cócó e lembrei-me de ti". Percebi de imediato que estava ali uma pessoa especial e merecedora do título "Baronesa da Merda". A miúda não só era amplamente escatológica na escrita como também o praticava no contacto pessoal.

Desde essa altura até à data corrente tem-se revelado como uma das poucas pessoas que consegue aceitar a minha personalidade de princesa-idosa-transsexual-mal-humorada e lidar com as minha críticas pouco simpáticas aceitando-as como um adulto em vez de ser uma daquelas pessoas infantis que de imediato viram o bico à faca dizendo algo como "tu também fazes x e y".
Tem também a capacidade de me servir uma quantidade razoável de murros no focinho, daqueles que tanta falta fazem para abrirmos os olhos e para tomarmos consciência daquilo que temos que fazer.

Embora esta manhã tenha feito um post sobre mamas, um assunto pelo qual tenho elevado apreço, ontem fez isto, partindo-me o coração de forma quase irreparável.

To be continued...

2011-09-06

Perdão? O que é que me vais fazer?

Consumam esta informação:



Não sei de que país é este tipo mas eu lembro-me perfeitamente disto me acontecer algures na primária, apenas uma vez e não faço ideia de quem era o tipo (deveria ser médico ou pedófilo). Não fui "testado" isoladamente, estava com mais três colegas na sala. Recordo-me de que naquela altura a elasticidade do equipamento era muito reduzida e de que arregaçar as peles não era de todo tarefa que ocorresse de forma indolor mas, ainda assim, a surpresa de tal actividade e a necessidade de manter uma postura de macho (?), forneceram-me a força para não me queixar. Fiquei imóvel e aguentei como um menino-grande-que-tem-um-desconhecido-a-mexer-lhe-na-pila.

Estou sozinho nesta situação? Também vocês decidiram recalcar isto, seus maricas?

2011-09-05

Então é assim que se estimula uma relação?

Eu esforcei-me, apliquei todo o meu amor, dei o litro.
Apesar de todo o empenho na elaboração no título do post anterior não houve NEM UMA referência a Michael J. Fox.

É este o vosso conceito de reciprocidade? Não percebo.

2011-09-04

Especialista masculino em masturbação feminina reconhecido mundialmente

Cruzei-me na RTP Memória com um episódio de "Quem sai aos seus" e senti, por breves momentos, um calorzinho no coração. Ainda que tenha sido uma sensação nova para mim, não há para já razões para acreditar que se tenha tratado de um ataque cardíaco.




Ofereço um gelado a quem adivinhar qual é a actriz que tem sido alimentada, desde o início da série, exclusivamente com pudins de cortizona .

2011-09-03

Sou miserável, preciso de atenção.

Eu não preciso de resposta para esta pergunta, o título é suficientemente elucidativo.

Qual é a razão que leva a que se escreva no facebook e em blogs, de forma completamente pública, mensagens intimas que se dirigem a pessoas devidamente identificadas e que poderiam ser entregues de forma privada?

Nesta categoria de comportamento idiota aprecio especialmente as mensagens dirigidas a pessoas que esticaram o pernil. Se a justificação para tal prende-se com o facto dos falecidos poderem ler aquilo do céu, não será necessário colocar o computador na rua com o monitor apontado para cima? Não? Então podem escrever isso num documento do word e deixar bem guardadinho no vosso computador.

Tenho ainda uma outra sugestão: falem com ele(a). Mesmo que a pessoa fosse surda em vida, quando se vai para o céu eles reparam isso tudo. Confiem em mim.

Nota: Acho que nunca enganei ninguém acerca de ser uma besta, certo?

2011-09-02

Fome em África

Este é um problema que incomoda mas que não é tão trágico como o desconforto que sinto quando se regista uma assincronia no número de beijinhos utilizados para cumprimentar uma pessoa. É uma matéria para mim desconcertante e que deveria ser alvo de regulamentação internacional.

Não tenho qualquer tipo de preconceito pelo facto das pessoas que nasceram em famílias "de bem" pouparem nos beijinhos. É um acto simbólico para o qual não há propriamente o correcto ou o incorrecto. O que gera um incómodo é a falha de timing criada pelo facto de nenhum dos intervenientes antecipar o que aí vem. Há sempre alguém que fica momentaneamente no ar à espera da réplica e que, ao aperceber-se da falha protocolar, recua ao mesmo tempo que a outra parte, que também já identificou a falha, avança. Gera-se um impasse semelhante àquele que ocorre quando uma pessoa está na eminencia de um choque frontal e se desvia para o mesmo lado que a outra pessoa umas três ou quatro vezes.

Nestas coisas embora prefira ceder nunca o consegui fazer com sucesso. Depois do primeiro episódio com pessoa X e devido à carga traumática associada,  a outra parte assume sempre que "com este pobre nojento tenho que ir ao segundo".

Subjugo estas pessoas de forma involuntária aos meus hábitos e vivo em sofrimento.

Nota: As pessoas que tratam os filhos por "você" podem morrer o quanto antes.

Anger Managment

Lembrei-me agora que este era o título que queria dar ao penúltimo post.
A degeneração das faculdades mentais já se faz sentir.

2011-09-01

Qualquer coisa

Estou profundamente aborrecido e não tenho nenhum motim onde possa expressar o meu estado de espírito.

Se tomarem conhecimento de algum incêndio, acidente de viação, inundação num cemitério, incineração de recém-nascidos ou qualquer outro evento que me possa animar, tenham a bondade de informar.