2011-12-24

Natal I

Sempre detestei a forma insistente e repetitiva como se pergunta, às crianças que estão a aprender a falar, "quem é este? como é que se chama?".
Isto é especialmente abrasivo para a minha alma quando já se sabe perfeitamente que a criança vai dar a resposta certa.
Nesta maravilhosa ceia de Natal estou a assistir à operação inversa: tenta-se que um idoso, que já não está "lá" dentro, identifique com sucesso o que os rodeiam.
Tendo em conta que nesta fase o processo evolutivo já está limitado apenas à degeneração, tenho alguma dificuldade em encaixar a segunda tentativa no espaço de 5 minutos (a primeira falhou).
É menos improvável admitir que a Elsa Raposo possa vir a abraçar uma carreira como freira.

6 comentários:

  1. Em Seia há um museu do pão.

    Quanto à operação inversa,é-me familiar. Costumo revirar os olhos nessas ocasiões.

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  2. Concordo com o Piston. A ceia de Natal deve ser sempre uma seia - farta, vistosa, pujante. Só assim é possível ultrapassar a quadra de forma íntima e nada santa.

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  3. De facto ontem estava com dificuldade em perceber o destaque dado a "Seia".
    Agora está tudo muito mais claro.

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  4. Fez bem em corrigir.
    Não tenho moderação de comentários. Lamento.

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