2010-02-27

Sou a favor de justiça popular...

... sempre que um jornalista, daqueles que nem para papel higiénico serve pergunta a habitantes da Madeira, hoje, 8 dias depois daquele pequeno incidente com água, se ainda se lembram bem do que se passou no sábado passado.

Eu se fosse um dos entrevistados respondia expressivamente com uma cabeçada.

Gostava também de dar uma palavrinha com o olho de uma enxada ao director da Visão. A fotografia que escolheu para capa da última edição é de extremo bom gosto e devia valer-lhe a violação anal com uma baioneta.

Pacheco Pereira, vê se pões a mão nisto! Tragam a pena de morte de volta, por favor!

7 comentários:

  1. Não percebo tanto zumzum por causa da Visão quando, aquando do terraoto no Haiti, a imprensa (incluindo a Visão) fez capas e páginas com corpos, pedaços de corpos e rostos bem visíveis da morte.

    Só nos indignamos quando nos toca particularmente?

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  2. Simples.
    Na questão do Haiti não estava em Portugal e portanto não faço a mínima ideia da cobertura que foi feita mas, pelo que sei, era quase impossível não captar cadáveres. Não era preciso ir procurar, era aquele o ambiente que se vivia por toda a parte.

    No caso da Madeira vejo a fotografia que deu capa à Visão como uma chamariz comercial. Havia muito mais para fotografar que uma cadáver contorcido e coberto de lama. Isso não me parece de todo aceitável.

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  3. Sou a favor da tortura com morte consequente.

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  4. Que raio de argumento... Fotografou-se porque não se conseguiu fugir aos cadávers. Sim, tão inocente, tão mas tão inocentes que são so jornalistas quando reportam fora de Portugal, que me arrogo perguntar se BEBESTE?????

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  5. Lexy, é pegar em ferros em brasa e em pouca compaixão e fazer um festim.

    Alexandra, se há pessoa que despreza conceitos patrióticos e de defesa de coisas e pessoas só porque sim sou eu (e acho que já me conheces o suficiente para saber isto).
    Não defendo os portugueses nem um milímetro e acho que os jornalistas são, na sua generalidade umas bestas.

    Parece-me bastante óbvio que o que aconteceu no Haiti tem proporções e consequências bem diferentes.

    Madeira - destruição e alguns mortos
    Haiti - destruição e um número muito elevado de mortos.

    Uma coisa é dizeres que fotografas um vale e que inevitavelmente aquele gigantesco rebanho que lá estava faz parte do mesmo, é parte integrante daquela paisagem. Podes fazê-lo de uma forma distante e ilustrativa sem mostrares o detalhe. Outra coisa é fotografares um vale em que estava lá apenas uma ovelha e fazeres o enquadramento dedicado apenas ao animal.

    No caso do Haiti se quisesses enviar a fotografia de uma rua onde estavam centenas de desalojados logo nos primeiros dias (relatado por quem lá estava), só não tinhas cadáveres na foto se os apagasses em photoshop.

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  6. Fui à procura da capa e realmente, que coisa horrível...

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  7. Hihihi, estou plenamente de acordo, já não é a primeira vez que fico perplexo com questões do género "Então o seu pai morreu, como se sente?".

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