2009-06-01

Rafeirada

Isto de perceber que as pessoas têm cara tem muito que se lhe diga.


No Domingo passado fui ao lançamento do livro do rafeiroperfumado.blogspot.com e tive o meu terceiro encontro imediato com a blogosfera.
Eu acho muita piada em aparecer do nada na frente de uma pessoa gozando da total segurança do meu anonimato, acontece que, apesar de me divertir bastante com a situação, fico com um batimento cardíaco de tal forma violento que as gengivas começam a rejeitar os dentes. Não sei se isto se deve apenas ao facto de ser um cobardola ou se é uma reacção normal.

Chego atrasado ao espaço de apresentação do livro e deparo-me com uma livraria completamente cheia. Era totalmente impossível entrar sem usar para isso uns delicados empurrões. Preparo-me para fazer umas placagens e avanço com violência. Sou interrompido por uma senhora que me pergunta baixinho "quem é que está a dar autógrafos?". Esboço um sorriso e penso para mim que não há forma de não fazer figura de parvo e respondo "não sei como se chama mas ele autointitula-se Rafeiro Perfumado. A senhora agradece a informação e sai a correr, gritando e puxando os cabelos.

Compro o livro e meto-me na fila para receber um rabisco do autor. Apresento-me como sendo o camelo paranóico e de imediato recebo a resposta:
- Mas afinal não possuis um órgão sexual de tamanho industrial! És uma fraude!
- Rafeiro, escusas de te fazer ao piso. Comigo é mais ovelhas e um ou outro urso polar quando estou numa de S&M.

Visivelmente desiludido, o canídeo escrevinha qualquer coisa no livro enquanto exclama:
- Escreves o que escreves porque és um poltrão. Eu dou a cara pelas minhas convicções e não me escondo atrás de um ecrã!
- Para mim pode ser com batatas a murro e um pouco de limão, por favor.

Abandono o espaço de livro na mão e com uma patada na alma.


4 comentários:

  1. E eu-e o marido-que aparecemos lá no sábado? Grande porra.

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  2. Eu nesse dia também fui a uma apresentação do género, apanhei cá com cada cromo. Um até me confessou que mente na idade!

    Abraço!

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  3. Maria, porra? Que é lá isso? Não gostou?

    Bxana, nem você!

    Rafeiro, era escusada toda aquela marcação de território. Os livros podiam perfeitamente ser vendidos sem urina.

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