2009-02-28

Pontaria

Decidi estrear-me, há cerca de 30 minutos, no visionamento do TVI24.
Saiu-me na rifa o programa sobre sexo de Marta Crawford.
O programa chama-se "Aqui há Sexo" e até não estava a correr mal. As perguntas dos espectadores estavam a ser pertinentes e relativamente decentes.

Telefona uma senhora, de 61 anos, típica gabarola tuga, a perguntar se era normal ter sexo 3 vezes por dia, frisando que o esposo dela também tem 61 anos.

Estimada senhora de 61 anos, claro que não é normal. Acho até que isso é coisa para me dar terrores nocturnos hoje à noite. Na sua idade a vagina devia estar selada, tal como a sua boca. Não é nada contra os velhotes, é só contra si.

Continuando este balanço do primeiro banho de TVI24, tenho a dizer que os blocos informativos horários são patéticos. A música, alarmista, faz lembrar uma qualquer televisão regional de emissão restrita à internet. A voz-off era digna de uma camionista com uma pedra na boca, tal a categoria da dicção. Acho que só se aproveitava mesmo a cara da pivot (sou um cabrão tarado).

Numa das suas auto-promoções anunciam "Estas são as nossas referências" e aparece Constança Cunha e Sá.

Acho que perdi umas gotinhas.

3 comentários:

  1. eu sou fã da TVI24 :D no sábado perdi várias horas de vida, a ver um programa de alta qualidade, moderado por esse jornalista da mais alta estirpe que é o Vítor Bandarra...
    Mal posso esperar pelo programa do Pedro Granger, o "Rédea à Solta". Sobre jovens e assim. Coiso.

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  2. Pois...embora nunca me tenha sido dado ver qualquer programa da Dra. Marta Crawford, compreendo perfeitamente a indignação pelo dislate da "senhora" em causa.
    Porém, espanta-me o preconceito em relação ao sexo depois de determinada idade.
    Confesso que fiquei chocada ao sentir visadas diversas mulheres com quem convivo desde sempre - daquelas que, pela respectiva forma de estar, adorávamos em crianças e, mais tarde, passamos a admirar, servindo-nos, de certa forma, de "modelo" - todas elas na casa dos 50/60 e cuja idade não parece impedir o fascínio que por elas nutrem os respectivos parceiros, talvez porque o que os moveu há anos atrás não foi um mero sentimento de posse, esse sim impeditivo de encarar o sexo depois...quê? dos 25? de ter filhos? de ter engordado um par de quilos?
    Francamente, espero que daqui a pouco menos de 20 anos, ninguém venha avisar-me que não devo ter sexo com o meu marido - ou com quem eventualmente o substitua (presumivelmente na mesma faixa etária) - pois, apesar de considerar que nos devemos esforçar - dentro de limites razoáveis - por manter a boa forma física, nunca consegui sentir-me sexualmente atraída por um homem a quem faltasse a inteligência, o "saber estar" e o prazer da comunhão de vida e não me parece que tal vá mudar com a idade, bem pelo contrário.
    E claro que o meu comentário pressupõe que o sentimento expressado se aplica a ambos os sexos, não?
    Eva

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  3. F, a sério? Os meus sentimentos.

    Eva, cheira-me a esturro...

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