2009-02-18

"A homossexualidade não é normal"

Depois desta declaração do senhor José Saraiva Martins gera-se agora na blogoesfera um grande movimento de declarações de condenação.
Está na moda apoiar as minorias, espalhar a tolerância, defender os fracos e oprimidos (desde que não dê trabalho). A vontade de ser moderno é tanta que não se percebe que o senhor até tem razão caindo assim, os bloguistas, no ridículo solidário.
Onde o estimado representante do clero meteu a pata na poça, foi na forma como justificou a frase. Foi buscar o que está escrito na bíblia. Para mim, o referido livro tem valor como acendalha ou como matéria prima para fazer aviões. Se ele tivesse justificado com a definição presente no dicionário, aí já ficava melhor na fotografia:

normal

do Lat. normale


adj. 2 gén.,
conforme à norma ou à regra comum;
que serve de regra, de modelo;
exemplar;
habitual;
ordinário;

Que eu saiba, os heterossexuais ainda são a maioria logo, a homossexualidade não é normal. Concordo.
No que toca à incapacidade de um casal homossexual poder criar uma criança de forma saudável, não digo imediata e hipocritamente que sim, contudo, também não tenho dados para dizer o contrário.

No meio disto tudo, há algo que tenho como certo: Ser padre não é normal (tanto pela definição acima fornecida como pela própria missão que temos desde que nascemos: procriar).

E agora, uma pequeno jogo de significados:
Luso-Africano - Indivíduo de cor
Homossexual - Pessoa que ama ou tem relações sexuais com outra do mesmo sexo
Luso-Africano homossexual - Preto paneleiro

A tolerância é uma coisa tão bonita (e tão simulada).

11 comentários:

  1. Não poderia concordar mais contigo, aliás como quase sempre.

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  2. Piston

    Vim do sítio mais estranho: o blogue do Bruno Fehr. E gostei dos teus comentários, por isso vou passar a acompanhar-te... o que pode ser bom ou mau, depois vês!

    Cheguei mesmo agora de ver o "Milk" e ainda estou a digerir o filme. É ódio a mais para o meu coraçãozinho mole (mas não romântico, não haja confusões!).

    Já agora, no meu blogue eu uso a terminologia unissexo: homem-sexual e mulher-sexual, conforme o gosto por cada um dos sexos. Eu, por exemplo, sou homem-sexual.

    Até breve!

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  3. Kitty, assim você mi deixa sem graça!

    Abobrinha, o gajo anda nas suas sete quintas.
    Lamento que tenhas vindo aqui parar. É que tal sorte não se deseja a ninguém.

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  4. Piston

    Não sejas assim: o Bruno é bom moço, mas às vezes um bocadinho quezilento. Dá-lhe outra oportunidade, mesmo porque ele tem a sua razão.

    Quanto a vir aqui parar... tu ainda não viste o meu tasco! E agora aquilo anda muito direitinho, mas quando for para disparatar, até saltas!

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  5. exactamente. ele disse que nao era um comportamento normal. mas as pessoas gostam de falar

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  6. Abobrinha, está obcecado. Tem que ir para uma clínica de desintoxicação de sitemeter.

    Miss, por favor discorda de mim. Vá lá...

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  7. Isto faz-me lembrar uma cena que um polícia da PSP me contou há alguns anos:
    Um colega dele (preto), em serviço, deu com o cassetete noutro preto, por qualquer razão. Uma senhora que ia a passar exclama, escandalizada:
    "QUE HORROR! ESTÁ UM POLÍCIA PRETO A BATER NUM CIDADÃO DE RAÇA NEGRA!"

    Conclusões:
    Uns são bófias, outros cidadãos?
    Uns são pretos, outros são cidadãos?
    OU
    Se se é bófia e preto, então não se é cidadão?

    Por exclusão, se calhar só um branco pode ser bófia e cidadão.

    Já estou a deitar fumo só de pensar nisto... ajudem-me.

    Elanor

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  8. temos a missão de procriar, mas isso não é uma questão vital ou de sobrevivência, procriação é completamente opcional e facultativa!

    Acho que a gente está aqui é para curtir a vida e divertir-se nas horas vagas quando não tem mais nada de importante para fazer! ´
    E só isso! Vida só temos uma e a gente tá aqui é pra curtir!

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  9. Concordo plenamente com o último comentário, eu não vivo a vida que os outros decidem viver nem vivo a vida dos outros, vivo a minha prórpia vida!

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  10. A procriação só é facultativa porque inventámos os contraceptivos. De outra forma não havia cá facultatividade.

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