2009-01-18

Coerência (mais uma vez)

Diz um jornalista referindo-se a isto:
- Ninguém tem duvidas, foi um milagre. Blablabla o piloto é um herói.

Será que Deus afinal é piloto de aviação civil? Será que é apenas um santo que lhe dá muito no que toca a milagres? Quem é este cabrão para estar a falar em meu nome? EU TENHO DÚVIDAS!

Terminada que está a fase de ridicularização da inevitável invocação divina, vamos à segunda parte. Tenho um grande problema com a facilidade com que se atribui o título de herói a um qualquer ser humano vulgar.
O piloto por acaso arriscou a sua vida para salvar outra? Fez alguma coisa contra o seu instinto de auto-preservação? O gajo estava borrado de medo como todos os outros! É claro que tem o mérito de ter feito um bom trabalho e ter resolvido da melhor forma uma situação que faria muitos mortos (inclusive a DELE), mas não mais que isso. Um herói tem que ter a hipótese de não enfrentar o medo. Este piloto só tinha mais uma hipótese: a de se suicidar antes do embate.

Estimado Barack Obama, agradeço profundamente este pseudo-desastre aéreo mas, deixe-me que lhe diga, a menos que haja uma quantidade generosa de mortos, não será possível apagar Cristiano Ronaldo das televisões.
Dá para bombardear um país qualquer? Aleatoriamente? Faz isso por mim, faz?

1 comentário:

  1. Tens é inveja de não seres tu o piloto e de não seres herói nacional. Mas podemos arranjar aí qualquer coisa... mas com carros que tenho medo de aviões. Fazes de taxista, eu de cliente e fazemos uma amaragem no Tejo.

    AR

    www.antonioraminhos.blogspot.com

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