2007-03-28

Humilhação assistida por motor

Algum de vós, que não tem mota nem costumam andar com ninguém que tenha, já se interrogou para que serve aquele fio encaracolado (tipo fio de telefone) que algumas motas têm num dos punhos quando estão paradas? Já? Não sabem o que é? Esperem aí que vão gostar de saber...

Faz hoje uma semana que, acabadas as aulas (às 23:00), me dirijo para o meu veículo de duas rodas e me agasalho para fazer frente ao frio. Visto o meu segundo casaco, coloco o capacete e calço as luvas. Estou pronto e a minha postura emana altivez. Sento-me na mota, coloco a chave na ignição e vá de pôr o motor a trabalhar. A mota ruge de forma imponente. Mesmo ao meu lado encontra-se o bar da universidade. Os poucos alunos que estão na esplanada olham para mim maravilhados, como se eu fosse um Deus (ou então coçam os tomates e bebem cerveja ignorando-me totalmente).
Volto o guiador para a esquerda e acelero a fundo, malhando 20 centímetros depois de arrancar.
Em menos de nada tinha um simpático vigilante ao pé de mim a perguntar se precisava de ajuda.
Está o estimado leitor a pensar "este gajo é um nabo!". Não que não seja verdade, mas passo a explicar o que se passou.
Nesta feliz ocasião, do ponto de vista do entretenimento, esqueci-me mais uma vez (longe de ser a primeira) de tirar o cadeado que se põe no disco de travagem na roda da frente (o meu não tem o tal "fio de telefone").
Quando se arranca a direito ainda dá para controlar a travagem forçada. Arranques a curvar... O resto é história! Focinheira no chão.
Que faz um verdadeiro motard depois de proporcionar ao seu público tal momento de diversão? Olha apenas e somente para a mota, enquanto a levanta (para evitar cruzamento de olhares com os que nos observam com elevado nível de gozo). Não se mostra minimamente afectado (um homem não chora!) e raspa-se o mais rapidamente possível.

Já perceberam para que serve o fio a que me referi no inicio do post? Serve para vocês o removerem sempre que o virem colocado num qualquer punho e para que se divirtam quando o motard não se recordar de remover o cadeado.
Enviem fotos!

2007-03-23

Portugal Vs Bélgica

Antes mais gostaria de dizer que odeio futebol. Gosto do desporto, de jogar (não que seja grande jogador) e de ver alguns jogos, mas:
  • Odeio as mulheres deslambidas dos jogadores.
  • Odeio o pessoal que diz "até eu marcava aquela". Vão lá para o meio do campo, para o centro das atenções de 30.000 pessoas e tentem fazer amor com a vossa mais que tudo... Aposto que se vai encolher como uma tartaruga assustada.
  • Odeio o pessoal "cego" que é capaz de ver, numa repetição, com toda a clareza, uma patada de um jogador da sua equipa num outro gajo, e que não é capaz de admitir que é falta.
  • Odeio os comentadores de televisivos que deviam ser mais civilizados e que parecem um grupo de putos a mandar pedradas a um gato.
  • Odeio a irracionalidade que anda à volta disto tudo.
  • Acho lindo (bota ironia nisto) que os membros das claques que são de extrema direita, odeiem pretos e que ao mesmo tempo os aplaudam quando eles marcam golo pela sua equipa.
  • Tenho sérios problemas com tudo o que é irracional e ilógico.
Há alguma lógica secreta por detrás da transformação de um cidadão responsável em grunho abestalhado? É que, se ainda não repararam, é isso que se passa nos estádios. Compreendo que funcione como escape. Compreendo que dizer que a Mãezinha do árbitro é puta seja motivo para ficar com um sorriso na cara. Compreendo que para membros de claques, andar à porrada seja orgasmo garantido. O que me causa alguma perplexidade é que um Pai fique todo babado quando o filho de 5 anos diz "filha-da-puta" (como já assisti) para o árbitro. Tá certo que um puto de 5 anos já tem idade para saber onde fica um clitóris, mas daí a fazer o orgulho do Papá porque já fez a cadeira "Introdução à caralhada I" ainda vai uma grande distância!

Isto tudo para dizer que no Sábado vou estar a trabalhar neste jogo. Eu até pensava que ia ser um passeio no parque. Jogos de selecção são geralmente pacíficos (pelo menos os do Euro 2004 foram), não há tugas contra tugas (que é a pior coisa do Mundo), não há dirigentes peixeiros, há organismos internacionais a dirigir as "tropas" (Aleluia!)...

Ai o Jorge quer um joginho fácil, sem chatices (ai se não Picas não me corrige...), ora toma lá disto!
Já não bastava que se andasse por aí a espalhar a ideia de que os belgas iam serrar a perna do Cristiano Ronaldo (rei da chungaria, entenda-se, modelo estético para qualquer quando-for-grande-quero-ser-jogador), agora vêm cá arrear nos jornalistas portugueses (diga-se que a maior parte merece mas por outras razões).
Lá se foi o meu descanso.

Isto é que está aqui uma porra!
Actualização - Ouvi agora mesmo na RTP um jornalista a comentar o pirilau que um jogador belga fez dentro do autocarro (com a mão), da seguinte forma "... em jeito de meninos cobardes...". Este é ou não é um jornalista de merda ao melhor estilo de Manuela Moura Guedes? É suposto eles expressarem qualquer tipo de juízo?

2007-03-22

Vigilante com o rabo de fora?


Quem é que poderá estar a ver esta merda no ministério da saúde? Será que alguém achou que sou mesmo caso para internamento em unidade de saúde mental? Será só um vigilante a matar o tempo?

2007-03-21

Mulher = Urso

Algumas mulheres são como os ursos. Calma, calma! Vão ver que tenho razão.
Há algumas espécies de ursos que marcam o território arranhando árvores com as garras, deixando assim visível para todos os outros que aquela zona já tem "gang".
Com algumas mulheres passa-se exactamente a mesma coisa.

Durante o acto sexual usam a "hora do aí Jesus" como desculpa para fincar as unhas nas costas do macho. Isto é uma marcação que dificulta tentativas de relacionamentos paralelos. O batom e o perfume são marcações secundárias e que podem também ser eficazes mas facilmente contornáveis.
É claro que, tal como nos ursos, pode-se sempre ignorar as fronteiras territoriais e enfrentar a concorrência ou, continuar a caçar em terra alheia!

2007-03-20

Quase-morte

Podia ser mas não foi. Pelo menos para já (confirmado ontem) cancro não mora cá.
Há vários pontos negativos nesta noticia:
  • Não posso fazer piadas que envolvam tumores e seus parceiros sexuais.
  • Não posso dar uma data mais ou menos definida para realizar o desejo de Maria Strüder, "Jorge devias morrer!".
  • Não posso fazer tudo o que me der na carola sabendo que amanhã esticarei o pernil.
  • Não posso fazer poemas com sabor a capim doce (até posso mas sou um "chorisco" - ver comentários de "Sanguinho do Bom").
O irónico disto tudo é que posso morrer em muito menos tempo, por outra razão qualquer, do que se tivesse cancro. Um acidentezinho de mota pode, hoje mesmo, fazer as delicias de Strüder e mandar-me para a cova em menos de um fósforo.
Até lá, até ao dia em que o Diabo me vier buscar para ir trabalhar para as obras, vou continuar a desperdiçar cada segundo da minha vida.

Exemplo:
Vou escrever um ponto (.) a cada cinco segundos..................................................................................
............................................................................................

Agora que mostrei que a minha vidinha não vale nada (exceptuando claro o valor de mercado dos meus órgãos), aproveito para agradecer (sinceramente) o "suporte técnico" de Kitty.


Nota: para que não haja dúvidas, eu nunca tive cancro (família pobre, não havia dinheiro para comprar), tinha apenas uma suspeita que me levou por algumas semanas a acreditar nisso. Não quero que pensem que consegui "vencê-lo" (quando muito juntava-me a ele).

2007-03-18

Requintes de malvadez

Há expressão mais bela que esta?
Qual inocência de um bebé, qual rabo de uma mulher! Não há nada mais bonito que um homicídio com requintes de malvadez!
Num país de tão maus profissionais, é bom saber que ainda há quem execute o seu trabalho com brio e orgulho.
Uma pessoa que não se limita a passar a faca na garganta de um vitima mas que entrega a morte de forma criativa e cuidada, merece o aplauso de todos. Um bom artesão do "esticar-o-pernil", não se contenta em ver a pobre criança a esvair-se em sangue, a estrebuchar ou a gritar pela mamã, não senhor! Há que proceder a um prévio arrancamento de unhas e a um visionamento forçado de Noddy Adultos.

Mas paremos de falar do futuro do Sargento Luís Gomes/Esmeralda e passemos a assuntos mais interessantes...

2007-03-15

Sanguinho do bom

São 8:30. Levanto-me e visto um vestido verde-alface e vá de ir ao laboratório de análises clínicas.
Entro e avisto uma reunião de reformados de tal forma grandiosa que admito fugir antes que qualquer um deles tenha tempo para reagir ao som da minha chegada, voltando lentamente a cabeça, enquanto vertem baba. O aroma a idoso entra no meu organismo, em jejum, e provoca espasmos. Ainda em choque, decido aguardar. Aquela gente toda não podia estar ali para análises.
Avanço para a sala de espera e, em jeito de marcação de território, corto a jugular e esguicho uma generosa quantidade de sangue para cima da assistência. Ainda com o sangue a escorrer pelas rugas, os idosos olham para mim abanando a cabeça como quem diz "estes jovens de hoje em dia, para além de serem todos travestis ainda por cima pensam que passam a frente dos outros só com uma esguichadela de sangue". Logrado que estava o meu plano, retiro-me para o corredor enquanto aguardo que me chamem.
Inevitavelmente, tinha que encontrar alguém conhecido a quem não tinha nada a dizer mas a quem tinha que o fazer (aqueles formalismos de boa educação). A conversa termina da outra parte com um "as melhoras"... Um gajo já não pode estar ensopado em sangue que se saem logo com esta.
Finalmente é a minha vez.
Entro e sento-me na cadeira. A analista é bem simpática embora extremamente irritante:

Analista - Trouxe a urina?
Piston esfomeado - Urina? Nem tinha dado conta que a doutora também tinha pedido análises à urina!
Analista - Eu vou dar-lhe uma pica para ver se o assusto!

E continua por aí a fora, com a história do susto, como se isso fosse algum tipo de ajuda. A cada frase que dizia terminava com uma gargalhada.

Analista - Vá, tente lá fazer chichi. É só encher este tubinho.

E lá vou eu, todo contente, passando pela sala de espera a caminho da casa de banho que só por acaso não tinha tranca.
Com um pé a travar a porta, uma mão no tubinho e a outra no tubinho, vá de urinar como um macho.
Feito o serviço e lavadas as mãos, vá de ir de tubo na mão, mostrando orgulhoso aos que esperavam na sala, uma generosa porção da minha ureia. Todos se levantam (apoiados nos andarilhos bengalas e afins) e aplaudem de pé (ou na cadeira de rodas).
Entrego o mijo à gaja e bazo dali para fora. Está na hora de um pequeno almoço reforçado.

2007-03-11

Não resisto

Então não é que no parcial visionamento do novo reality show da TVI consegui tirar variadíssimas conclusões?
  • O júri é merda
  • A ideia de haver um júri é merda
  • A ideia do concurso parece ser... é merda
  • As "belas" usam decote o mais possível
  • O júri teve que repetir as votações porque NINGUÉM apontou um cu do que eles disseram
  • Clara Pinto Correia teve que andar a encher chouriços por causa de uma equipa incompetente (ou desatenta)
  • A apresentadora estava tão à rasca dos pés que se sentou nas escadas da plateia
  • O apresentador "atropelou" a apresentadora algumas vezes
  • A apresentadora estava podre de lixada
  • Efectivamente, há pelo menos uma "bela" burra pra xuxu
  • O gajo que inventou uma das provas é mais burro que ela
Visualizem só a bestialidade do seguinte desafio:
Imaginem o jogo do limbo.
Imaginem que podem passar por cima ou por baixo de qualquer forma desde que não toquem no "limbo" que neste caso era um laser.
Imaginem que nenhum dos lasers estava a uma altura inferior a 40 cm.

Qualquer ser vivo com o mínimo de inteligência faria aquilo tudo "a cagar". Bastava rastejar por baixo de todos eles.
O que é que é pior: os concorrentes não terem tentado fazer a coisa assim ou o facto do gajo que pensou naquela jigajoga não ter antecipado que aquilo era executável por qualquer trissómico?

O poder das mamas

Seguindo este pedaço de texto, venho por este meio dissertar um pouco acerca de uma temática tão problemática para homens e mulheres.

Toda a gente sabe o que são, para o que servem e o poder que têm.
Então, pergunto eu, porque é que continua a haver pessoas que negam algumas destas verdades inegáveis?
Porque é que há mulheres que continuam a negar que usam decotes, como se de martelos gigantes se tratassem, para nos bater na cabeça deixando-nos completamente atordoados?
Porque é que há homens que negam ter uma mancha de baba na camisa por estarem a olhar para decotes?
Porque é que há mulheres que se queixam quando um gajo, com os dentes podres, olha para elas fixa e taradamente?

Percebam que (e infelizmente sabem-no): um bom decote é algo a que não se pode resistir. É um imperativo biológico. Ele está lá para ser visto.
Por muito que resistamos, esperneemos, espumemos da boca, tem que ser observado, ainda que seja uma observação furtiva, rápida, "olha e foge", não há hipótese de fuga.
Sim, nós sabemos que estamos constantemente a ser enganados. Há mais efeitos especiais no decote de uma mulher que num filme de ficção científica. Não queremos saber disso! Não queremos saber se há andaimes, enchimentos, sustentação, levitação, não nos interessa. Quando vamos ver um filme também não estamos a pensar nos meios técnicos que envolvem a produção.

Agora que já vos deixei uma imagem bem machista da minha pessoa, fiquem com um bocadinho deste mestre da dissecação social.


2007-03-09

Expressão parva

De há uns anos para cá, em vez de "namorar" usa-se "andar".
Exemplo:
- O Cajó está a andar com a Kátia Andreia (Kátia com "k" porque é mais rameiro).

Pegando nisto e depois de ouvir numa novela da TVI:
- Sei lá! Para já só estamos a andar, mas está a tornar-se sério.

Deduz-se então que qualquer dia estarão a "correr" (muito provavelmente dentro de um carro, num estacionamento manhoso - quecódromo).

Isto até é capaz de ser giro



Dica: se precisar de entrar em casa e se tiver esquecido da chave no interior da mesma, besunte-se com ranho e escorregue por baixo.

2007-03-08

Eu desculpo-te a estupidez

"oi.. desculpa a invasão, mas não resesti em comentar..."

Comentários como este, são o pão nosso de cada dia no hi5 e em alguns blogs.
Invasão? Estas bestas entraram com algum regimento pelo hi5 adentro?
Será que compreendem que o facto de haver gente a mostrar as mamas, numa página a que podem aceder todos os que tiverem internet, enuncia de imediato querem ser comentadas?
"Insert comment" será por eles traduzido como "insira pila e peça desculpa"?
Se acham que não há mesmo frase melhor para engatar estas jovens pêgas, têm que ir fazer um estágio às obras.

Venham daí invadir esta merda toda! Peguem no Napoleão e vá de invadir o Google e de fazer buscas à doida (totalmente ilegal). Entrem neste blog e, inclusive, leiam-no, devassando a minha intimidade. Peguem na vossa cabeça e mandem-na contra a parede até rebentar. Sois muito estúpidos.

2007-03-04

Badocha mete-nojo

Sou só eu que acho o badocha do "Aqui há talento" é um mete-nojo convencido e arrogante otário?
Sou sou eu que acho que para uma final não há aqui nada de tão surpreendente (tirando a chavala de borracha)?
Sou só eu que acho que a forma correcta é "chavalo(a)" e não "chaval" (como se diz por aí)?
Sou só eu que acho que o Marcelo Rebelo de Sousa se está a tornar cada vez mais ridículo (aqueles vídeos do "Assim Não" fizeram maravilhas)?
Sou sou eu que acho que faço um uso abusivo dos apartes (aguenta e não chora)?